A Receita Federal gerou nesta sexta-feira (31/7) o primeiro CNPJ em formato alfanumérico do país, iniciando a implantação do novo modelo de identificação cadastral. A mudança amplia a capacidade de criação de novos registros empresariais e prepara o cadastro para atender às demandas futuras da economia brasileira. As informações são da Agência Gov, via Receita Federal.
A primeira inscrição emitida nesse formato pertence a uma filial do Banco do Brasil S.A., registrada sob o número 00.000.000/E08G-12.
Segundo a Receita Federal, o novo padrão garante a continuidade do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no longo prazo, aumentando significativamente a quantidade de combinações possíveis para novos registros.
A implantação também considera as mudanças previstas com a Reforma Tributária do Consumo e a expansão da atividade econômica, que podem aumentar a demanda por novas inscrições empresariais.
O que muda para as empresas
A adoção do CNPJ alfanumérico não altera a situação cadastral, os direitos ou as obrigações das empresas que já possuem registro. Os CNPJs atuais continuam válidos e não precisarão ser substituídos.
A alteração será aplicada apenas aos novos registros, que poderão receber combinações formadas por letras e números. A Receita Federal informou que ainda será possível emitir alguns CNPJs somente com números, pois o limite desse formato ainda não foi totalmente utilizado.
Sistemas precisam ser adaptados
Empresas, órgãos públicos, instituições financeiras e desenvolvedores de sistemas deverão verificar se suas plataformas estão preparadas para receber, armazenar, validar e processar CNPJs alfanuméricos.
Entre os sistemas que precisam ser revisados estão:
- cadastros de clientes, fornecedores e parceiros;
- sistemas de emissão e recebimento de documentos fiscais;
- softwares contábeis, ERPs e plataformas de faturamento;
- ferramentas de controle de acesso;
- integrações entre bancos de dados;
- regras de validação que aceitam apenas números.
A falta de adaptação pode provocar dificuldades no cadastro de novas empresas, falhas de integração e rejeição de informações em processos que utilizam o CNPJ como identificador.
Implantação gradual
A Receita Federal informou que vem trabalhando com órgãos públicos, entidades representativas e empresas de tecnologia para garantir a transição para o novo modelo.
A emissão de CNPJs alfanuméricos ocorrerá gradualmente ao longo de 2026, com um número reduzido de empresas no período inicial. O órgão continuará acompanhando o funcionamento do sistema para garantir segurança, estabilidade e integração com os diferentes setores que utilizam o cadastro.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



