O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do pedido da Polícia Federal para abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A investigação solicitada pela PF apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo empresas privadas e possíveis relações com o governo federal. As informações são do Metrópoles.
O pedido será analisado por Dino, que deverá decidir se autoriza ou não a abertura da investigação. Os dois inquéritos anteriores envolvendo Lulinha foram distribuídos ao ministro André Mendonça, relator das apurações relacionadas ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a Polícia Federal, neste terceiro caso, Lulinha é suspeito de ter usado a influência decorrente de sua condição de filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para favorecer empresas parceiras. A apuração envolve a empresa de tecnologia 3Structure IT, que possui contratos com o governo federal.
De acordo com a investigação, a empresa mantém contratos que somam cerca de R$ 55,7 milhões com órgãos públicos. Um dos acordos foi firmado em novembro de 2022 com o Centro Integrado de Telemática do Exército para fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação.
Além desse pedido, Lulinha já é alvo de outras duas investigações autorizadas pelo STF. Uma delas apura suspeitas de tráfico de influência em negociações relacionadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal envolvendo o Ministério da Saúde.
A outra investigação envolve suspeitas de tentativa de obtenção de contratos com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). A PF investiga uma possível atuação conjunta entre Lulinha, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger.
O advogado de Lulinha nega as acusações e afirma que as investigações representam uma tentativa de ampliar apurações sem elementos suficientes para justificar a abertura dos procedimentos.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



