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Após tornados no Sul, Inmet mantém alerta para tempestades e ventos de até 100 km/h

Vista aérea de galpões e construções com telhados destruídos, estruturas metálicas retorcidas e destroços espalhados após a passagem de um tornado. Ao lado, uma avenida molhada pela chuva apresenta movimento de veículos, enquanto uma encosta de terra vermelha aparece ao fundo.
Estragos provocados pela passagem de um tornado em Chapecó, no oeste de Santa Catarina. Ventos intensos danificaram imóveis e estruturas do município. Foto: Prefeitura de Chapecó.

Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul contabilizam milhares de pessoas afetadas; avanço de frente fria associada a ciclone extratropical também ameaça áreas do Sudeste.

Ceilândia em Alerta – O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e órgãos estaduais de Defesa Civil mantêm alertas para tempestades no Sul e em partes do Sudeste do Brasil até sábado (7 de novembro). A previsão inclui chuvas intensas, descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento que podem atingir 100 quilômetros por hora. Os avisos foram reforçados após a passagem de tornados que provocaram destruição em municípios de Santa Catarina e do Paraná.

As condições meteorológicas estão relacionadas ao avanço de uma frente fria associada a um ciclone extratropical no Oceano Atlântico. A combinação desses sistemas favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades severas, aumentando os riscos de alagamentos, destelhamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Os três estados da Região Sul já registraram prejuízos expressivos desde o início de novembro, com milhares de imóveis danificados, pessoas desalojadas e municípios em situação de emergência.

Tornados provocam destruição em Santa Catarina e no Paraná

Em Santa Catarina, a Defesa Civil estadual e a Epagri/Ciram confirmaram a ocorrência de dois tornados na manhã de quarta-feira (4), nos municípios de Chapecó e Xanxerê, localizados no oeste catarinense.

As estações de monitoramento do Inmet registraram ventos de até 126 km/h, capazes de provocar danos estruturais e arrancar coberturas de imóveis. Em Chapecó, o aeroporto também sofreu estragos.

Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, mais de 4,4 mil imóveis foram afetados em 86 municípios catarinenses, enquanto 13 cidades decretaram situação de emergência.

No Paraná, o cenário também é preocupante. A Defesa Civil estadual e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) contabilizaram 46 municípios atingidos, com aproximadamente 11.960 pessoas afetadas e 2.695 residências danificadas.

Um dos episódios mais graves ocorreu em Maringá, onde um tornado de categoria F2 atingiu o município na madrugada de segunda-feira (2). Os ventos se aproximaram de 200 km/h, provocando danos e levando a prefeitura a decretar situação de emergência.

Nesta quinta-feira (5), o Inmet mantém 251 municípios paranaenses sob aviso de perigo para tempestades, com possibilidade de acumulados de chuva de até 100 milímetros em um único dia.

A previsão indica a formação de novas áreas de instabilidade na sexta-feira (6), exigindo atenção permanente da população e das equipes de emergência.

Rio Grande do Sul tem mais de 47 mil pessoas afetadas

No Rio Grande do Sul, os temporais também provocaram consequências significativas. Desde 1º de novembro, a Defesa Civil contabilizou 102 municípios atingidos por vendavais, enxurradas e granizo.

O balanço aponta 24 pessoas feridas, 327 desalojadas ou desabrigadas e mais de 47 mil moradores impactados pelos eventos meteorológicos.

Entre as principais preocupações está a elevação do nível dos rios. Na cidade de Iraí, a Defesa Civil emitiu alerta vermelho devido ao risco muito alto de inundação do Rio Uruguai.

O aumento do volume de água pode comprometer residências, estabelecimentos comerciais, estradas e áreas agrícolas, especialmente nas regiões próximas às margens dos rios.

Diante desse cenário, as autoridades recomendam que moradores de áreas vulneráveis acompanhem os comunicados oficiais e estejam preparados para deixar suas residências caso recebam orientações de evacuação.

São Paulo também está sob alerta para temporais

Os efeitos da frente fria devem alcançar diferentes regiões paulistas até sábado (7). A Defesa Civil de São Paulo e o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) alertam para pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, granizo e rajadas superiores a 60 km/h.

O Inmet colocou regiões como Campinas, Piracicaba, Bauru e o litoral sul paulista sob alerta laranja, classificação que indica perigo associado às condições meteorológicas.

Na capital, no interior e no litoral, a previsão aponta instabilidade entre quinta-feira e sábado. No domingo (8), a tendência é de queda das temperaturas, com mínimas próximas de 14°C em áreas da capital paulista.

As condições podem mudar rapidamente, motivo pelo qual os moradores devem consultar os avisos meteorológicos atualizados.

Defesa Civil orienta população sobre medidas de segurança

Durante tempestades, a recomendação é evitar deslocamentos desnecessários e procurar abrigo em edificações seguras, longe de janelas e estruturas vulneráveis.

A população não deve permanecer debaixo de árvores, aproximar-se de postes ou tocar em fios elétricos caídos. Também é importante evitar atravessar ruas alagadas, mesmo quando a profundidade da água parecer pequena.

Moradores de áreas sujeitas a deslizamentos devem observar sinais como rachaduras no solo, movimentação de encostas e inclinação de árvores ou postes.

Os cidadãos podem receber gratuitamente alertas da Defesa Civil por mensagem de texto. Para isso, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199.

Em situações de emergência, os contatos são:

  • 199 – Defesa Civil.
  • 193 – Corpo de Bombeiros.

Os avisos meteorológicos permanecem sujeitos a atualizações conforme a evolução da frente fria e do ciclone extratropical.


Fonte: Brasil de Fato

Fontes complementares: Inmet | Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

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