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Lula reúne Durigan, Haddad e economistas para discutir rumos da economia e ajuste fiscal

Presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: EVARISTO SA

Ministro da Fazenda levará propostas ao presidente, mas afirma que novas medidas não devem ser anunciadas nos próximos dias; governo pretende ampliar diálogo sobre política econômica.

Ceilândia em Alerta – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta quinta-feira (5), uma reunião com integrantes do governo e economistas próximos para discutir o cenário econômico brasileiro e os rumos da política fiscal. O encontro reúne nomes que participam das discussões sobre as medidas que poderão ser adotadas pelo governo nas próximas semanas.

A reunião foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que pretende apresentar ao presidente propostas e ideias gerais elaboradas pela equipe econômica.

Segundo Durigan, a iniciativa tem como objetivo compartilhar avaliações sobre a situação econômica e alinhar diagnósticos antes da definição de novas medidas.

“A reunião foi chamada pelo presidente da República. Não tenho mais informações. A convocação não foi feita por aqui, mas é mais um esforço de dividirmos os cenários, os diagnósticos”, afirmou o ministro.

Durigan acrescentou que levará sugestões sobre as ações que o governo poderá desenvolver nas próximas semanas.

Ajuste fiscal está no centro das discussões

O encontro ocorre em meio à pressão para que o governo apresente medidas capazes de controlar o crescimento das despesas públicas e melhorar a trajetória das contas federais.

Entre os assuntos em discussão estão a revisão de despesas, benefícios e a possibilidade de mudanças que contribuam para o equilíbrio fiscal nos próximos anos.

O ministro da Fazenda tem defendido a necessidade de ajustes graduais, com atenção à revisão de gastos considerados inadequados, sem abandonar os compromissos sociais assumidos pelo governo.

A discussão também envolve a busca por condições econômicas que permitam uma redução sustentável da taxa básica de juros.

Quem participa da articulação econômica

Entre os nomes relacionados à reunião estão o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ex-ministro Fernando Haddad; o vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro do Planejamento, Bruno Moretti; a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; o ex-ministro Guido Mantega; e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foi convidado, mas não participaria do encontro, segundo informações divulgadas pela imprensa.

A intenção do governo é ampliar as conversas sobre a economia e ouvir diferentes avaliações antes de avançar na definição das medidas.

Anúncios devem ficar para depois da viagem de Lula

Apesar da reunião, Durigan afirmou que não espera anúncios de novas medidas econômicas nos próximos dias.

O ministro explicou que as discussões continuarão e que novas informações deverão surgir depois do retorno de Lula de sua viagem internacional, que inclui compromissos relacionados à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).

“Nos próximos dias, provavelmente não haverá anúncio. O presidente tem viagem para a COP. Vamos seguir debatendo, levando propostas”, declarou.

Durigan também afirmou que mantém conversas frequentes com o presidente sobre a situação econômica e as alternativas em avaliação pela equipe ministerial.

Juros e dívida pública preocupam o governo

A reunião acontece em um momento de atenção do mercado financeiro à política fiscal brasileira e à trajetória da dívida pública.

Outro ponto importante é a taxa Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros básicos em 13,75% ao ano, decisão que reforçou o debate sobre os fatores necessários para uma redução consistente dos juros no país.

Para o governo, o desafio é conciliar responsabilidade fiscal, crescimento econômico e manutenção das políticas sociais.

As conversas conduzidas por Lula devem continuar nas próximas semanas, com a possibilidade de participação de economistas de diferentes correntes e representantes do setor empresarial.

Até o momento, não foram apresentadas medidas definitivas nem divulgado um cronograma oficial para a implementação de um eventual pacote de ajuste fiscal.

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