Disparos em massa em 100 mil grupos do WhatsApp foram utilizados para tentar prejudicar a imagem da ministra e espalhar informações falsas sobre ela

Ataques em massa contra a ministra Gleisi utilizaram 100 mil grupos de WhatsApp
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, foi vítima de um ataque orquestrado com centenas de milhares de robôs na última quarta-feira (30). De acordo com dados da Palver, companhia especializada no monitoramento de redes sociais, contas automatizadas foram usadas para espalhar fake news contra Gleisi em 100 mil grupos de WhatsApp.
Os dados foram publicados pela Folha de S. Paulo, que fez uma reportagem denunciando o caso. Os ataques tentaram criar uma ligação falsa entre a ministra e o esquema de corrupção que ocorreu no Serviço Nacional de Seguridade Social (INSS), onde milhões de aposentados e pensionistas tiveram débitos não autorizados em seus benefícios.
A Folha destacou que a onda de disparos ocorreu um dia após a Mesa Diretora da Câmara recomendar a suspensão, por seis meses, do mandato do deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por quebra de decoro parlamentar. Gilvan foi autor de uma série de ataques misóginos e machistas contra a ministra Gleisi. O PT publicou uma nota repudiando o caso e declarando apoio a Gleisi contra os ataques do deputado bolsonarista. Investigações em curso na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF) revelaram uma rede bolsonarista criada para atacar políticos, personalidades, jornalistas e ativistas que se opõem ao avanço da extrema-direita.
As mensagens utilizadas nos disparos em massa utilizavam informações falsas e links antigos para tentar atrelar a imagem da ministra aos desvios nos benefícios do INSS. Gleisi não tem nenhuma ligação com o episódio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para processar as entidades envolvidas nas fraudes para que elas sejam obrigadas a devolver os valores debitados ilegalmente.
O jornal cita ainda um vídeo antigo de um ataque de uma mulher contra a ministra. As imagens foram utilizadas fora de contexto, como se fossem recentes. “No meio da manhã, outro conteúdo começou a se espalhar com força: um vídeo gravado em 2017 em que uma mulher hostiliza Gleisi dentro de um avião, acusando-a de corrupção e de roubar dinheiro dos aposentados”, destacou a reportagem.
“O vídeo foi compartilhado como se tivesse ocorrido recentemente, sem qualquer menção à sua data real. Em 2019, a autora do ataque foi condenada a indenizar Gleisi por danos morais nesse caso. O vídeo constrói a sensação de que o “Brasil inteiro” já sabe a verdade sobre Gleisi e que as pessoas estão indignadas”, completa o texto da matéria.
Com informações do PT Org
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