Ceilândia em Alerta — Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno das eleições presidenciais à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sete dos 11 países soberanos da América do Sul, segundo levantamento do Metrópoles com base nos dados de votação no exterior divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado faz parte dos números das Eleições 2026.
Flávio venceu na Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru e Suriname. Lula ficou à frente na Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela.
Considerando apenas os 11 países soberanos, Flávio recebeu 9.763 votos, contra 7.246 de Lula, uma diferença de 2.517 votos a favor do candidato do PL.
O resultado regional, porém, foi diferente do registrado entre os brasileiros que votaram no exterior de forma geral. Fora do Brasil, Lula terminou o primeiro turno com 157.387 votos, enquanto Flávio somou 143.900, vantagem de 13.487 votos para o petista.
Guiana Francesa amplia vantagem de Flávio
A Guiana Francesa foi contabilizada separadamente no levantamento por estar localizada geograficamente na América do Sul. O território é uma região ultramarina da França e não um país independente.
Em Caiena, brasileiros deram 518 votos para Flávio e 484 para Lula. Com a inclusão do território francês, o candidato do PL passa a liderar em oito dos 12 locais considerados.
Nesse cenário, Flávio chega a 10.281 votos, contra 7.730 de Lula, diferença de 2.551 votos.
O levantamento considera o voto de brasileiros no exterior, que nas eleições presidenciais é destinado exclusivamente à escolha para presidente e vice-presidente. O TSE informa que brasileiros com domicílio eleitoral no exterior votam apenas para esses cargos.
Paraguai registra maior diferença
O Paraguai foi o país sul-americano em que Flávio teve a maior vantagem sobre Lula. O candidato do PL recebeu 3.848 votos, contra 546 do petista, diferença de 3.302 votos.
Na Bolívia, Flávio teve 1.387 votos, enquanto Lula recebeu 349, uma diferença de 1.038 votos.
O candidato do PL também venceu no Peru, por 380 a 248, e no Suriname, por 366 a 121. Na Guiana, o resultado foi de 43 votos para Flávio contra sete para Lula.
As disputas mais apertadas ocorreram na Colômbia e na Venezuela. Na Colômbia, Flávio venceu por 252 a 245, diferença de sete votos. Na Venezuela, Lula ficou à frente por 128 a 125, apenas três votos de vantagem.
No Equador, Flávio venceu por 171 a 130.
Lula vence no Cone Sul
Os melhores resultados de Lula na América do Sul foram registrados na Argentina, Chile e Uruguai, além da Venezuela.
Na Argentina, o petista recebeu 3.747 votos, contra 1.681 de Flávio, diferença de 2.066 votos. No Chile, Lula venceu por 928 a 809. No Uruguai, o placar foi de 797 a 701.
A votação argentina teve peso importante no resultado regional porque reduziu parte da vantagem acumulada por Flávio nos demais países.
Um especialista ouvido pelo Metrópoles avaliou que o comportamento eleitoral de brasileiros residentes no exterior pode estar relacionado tanto ao contexto político dos países onde vivem quanto às expectativas que mantêm em relação ao Brasil.
Resultado da América do Sul é diferente do exterior como um todo
Apesar da vantagem de Flávio na América do Sul, o resultado representa apenas uma parcela do eleitorado brasileiro residente no exterior.
Segundo os dados compilados pelo Metrópoles, 916.534 eleitores estavam aptos a votar nas seções totalizadas fora do país. No primeiro turno, 341.766 compareceram às urnas, enquanto 62,69% se abstiveram.
Ao todo, foram registrados 330.882 votos válidos, além de 5.816 votos em branco e 5.068 nulos nas 1.351 seções eleitorais no exterior.
Em outros continentes, Lula venceu em países como Portugal, Alemanha, França, Espanha, Irlanda, Canadá e Austrália. Em Portugal, foram 26.401 votos para Lula contra 19.412 para Flávio.
Já nos Estados Unidos, Flávio teve seu maior resultado absoluto no exterior, com 45.004 votos, contra 23.335 de Lula. No Japão, o candidato do PL recebeu 24.601 votos, enquanto o petista teve 5.234.
Os resultados oficiais das Eleições 2026 no exterior podem ser consultados no sistema disponibilizado pelo TSE.
Fonte: Metrópoles



