Ceilândia em Alerta — A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (5), o pedido de liminar feito pelo Vasco para utilizar o Maracanã no jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro. A decisão ocorre em meio à disputa sobre as condições do gramado do Maracanã e os impactos de uma sequência de partidas no estádio.
A ação foi apresentada pelo Vasco contra a Fla-Flu Serviços, empresa responsável pela administração do Maracanã. O clube buscava uma decisão judicial que obrigasse a concessionária a disponibilizar o estádio para o confronto.
A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, entendeu que os documentos apresentados pelas partes apresentam divergências técnicas sobre as condições e a recuperação do campo. Por isso, segundo a magistrada, não há elementos suficientes para uma decisão provisória.
Enquanto o Vasco sustenta que a realização da partida não comprometeria o gramado, a administração do estádio apresentou documentos que apontam riscos à recuperação do campo diante do calendário de jogos. A Justiça considerou que a questão exige uma avaliação técnica mais detalhada.
Análise técnica
Na decisão, a juíza afirmou que, diante da divergência entre os laudos, é necessário avaliar a metodologia, os critérios e os dados utilizados para chegar às conclusões apresentadas pelas partes.
A magistrada destacou ainda que uma eventual análise sobre a quantidade de partidas que o gramado pode suportar em determinado período não deve ser feita de forma superficial em uma decisão liminar.
Segundo ela, quando a solução depende de conhecimento técnico específico, o processo prevê mecanismos como a realização de perícia para esclarecer a questão.
A negativa do pedido, porém, não significa que a Justiça tenha considerado inexistente o direito alegado pelo Vasco. A decisão aponta apenas que, neste momento, não existem elementos considerados seguros o suficiente para reconhecer a probabilidade desse direito.
Vasco ainda busca alternativa
Com o impasse sobre o Maracanã, o Vasco também trabalha para viabilizar São Januário como palco da partida. O estádio recebeu autorização para ampliar sua capacidade para cerca de 24 mil torcedores, mas ainda está abaixo dos 30 mil lugares exigidos pela Conmebol para partidas de semifinal.
Outra possibilidade é o Estádio Nilton Santos. Segundo informações divulgadas sobre o processo, a Polícia Militar indicou a viabilidade da realização da partida no local.
O Vasco precisa definir o estádio que receberá o confronto contra o Boca Juniors dentro dos prazos estabelecidos pela Conmebol. A partida está marcada para 20 de outubro.
Nesta semana, o Maracanã também passa por trabalhos de troca do gramado, em preparação para os próximos compromissos previstos no estádio.
Fonte: Jornal de Brasília— A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (5), o pedido de liminar feito pelo Vasco para utilizar o Maracanã no jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro. A decisão ocorre em meio à disputa sobre as condições do gramado do Maracanã e os impactos de uma sequência de partidas no estádio.
A ação foi apresentada pelo Vasco contra a Fla-Flu Serviços, empresa responsável pela administração do Maracanã. O clube buscava uma decisão judicial que obrigasse a concessionária a disponibilizar o estádio para o confronto.
A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Comarca da Capital, entendeu que os documentos apresentados pelas partes apresentam divergências técnicas sobre as condições e a recuperação do campo. Por isso, segundo a magistrada, não há elementos suficientes para uma decisão provisória.
Enquanto o Vasco sustenta que a realização da partida não comprometeria o gramado, a administração do estádio apresentou documentos que apontam riscos à recuperação do campo diante do calendário de jogos. A Justiça considerou que a questão exige uma avaliação técnica mais detalhada.
Análise técnica
Na decisão, a juíza afirmou que, diante da divergência entre os laudos, é necessário avaliar a metodologia, os critérios e os dados utilizados para chegar às conclusões apresentadas pelas partes.
A magistrada destacou ainda que uma eventual análise sobre a quantidade de partidas que o gramado pode suportar em determinado período não deve ser feita de forma superficial em uma decisão liminar.
Segundo ela, quando a solução depende de conhecimento técnico específico, o processo prevê mecanismos como a realização de perícia para esclarecer a questão.
A negativa do pedido, porém, não significa que a Justiça tenha considerado inexistente o direito alegado pelo Vasco. A decisão aponta apenas que, neste momento, não existem elementos considerados seguros o suficiente para reconhecer a probabilidade desse direito.
Vasco ainda busca alternativa
Com o impasse sobre o Maracanã, o Vasco também trabalha para viabilizar São Januário como palco da partida. O estádio recebeu autorização para ampliar sua capacidade para cerca de 24 mil torcedores, mas ainda está abaixo dos 30 mil lugares exigidos pela Conmebol para partidas de semifinal.
Outra possibilidade é o Estádio Nilton Santos. Segundo informações divulgadas sobre o processo, a Polícia Militar indicou a viabilidade da realização da partida no local.
O Vasco precisa definir o estádio que receberá o confronto contra o Boca Juniors dentro dos prazos estabelecidos pela Conmebol. A partida está marcada para 20 de outubro.
Nesta semana, o Maracanã também passa por trabalhos de troca do gramado, em preparação para os próximos compromissos previstos no estádio.
Fonte: Jornal de Brasília



