Campanha de Lula nas redes ganha reforço de canal organizado por André Janones, parlamentares com forte presença digital e comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais.
Ceilândia em Alerta – A campanha de Lula nas redes ganhou uma nova frente de mobilização para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O deputado federal André Janones (Rede-MG), parlamentares eleitos com grande alcance digital, influenciadores e comunidades de fãs de artistas passaram a organizar ações para ampliar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na internet durante as semanas que antecedem a votação de 25 de outubro.
Uma das principais iniciativas é o canal de WhatsApp chamado “Exército do Lula”, administrado por Janones. O espaço, que tinha cerca de 50 mil inscritos antes do primeiro turno, alcançou aproximadamente 1,8 milhão de seguidores na manhã desta quarta-feira (7), segundo levantamento publicado pelo Brasil de Fato.
O canal funciona pela aba de atualizações do WhatsApp e não como um grupo convencional. Apenas Janones publica conteúdos. Os participantes recebem áudios, vídeos e orientações para compartilhar publicações e convidar outras pessoas para acompanhar o canal.
O deputado estabeleceu como objetivo alcançar 3 milhões de seguidores. A estratégia ganhou força após o primeiro turno e integra um esforço para ampliar o diálogo com eleitores que não compareceram às urnas, votaram em branco ou anularam o voto, além daqueles que ainda podem mudar sua escolha no segundo turno.
Campanha de Lula nas redes busca ampliar mobilização digital
Lula se reuniu com Janones e com os deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG) e Pedro Rousseff (PT-MG) para discutir mudanças na comunicação digital da campanha.
Ana Elisa, de 21 anos, foi eleita deputada federal por Minas Gerais com mais de 500 mil votos e construiu parte expressiva de sua projeção política nas redes sociais. Após o primeiro turno, ela defendeu que a mobilização realizada nas ruas também seja transferida para o ambiente digital.
Janones, por sua vez, tem defendido uma comunicação menos institucional e baseada em conteúdos mais simples e espontâneos. Entre suas propostas estão vídeos gravados com celulares e maior exposição do candidato em situações cotidianas.
A estratégia discutida pela campanha inclui ainda a participação de parlamentares e influenciadores que acumulam centenas de milhares ou milhões de seguidores.
O crescimento dessa articulação ocorre em um cenário no qual as plataformas digitais voltam a ocupar espaço relevante na disputa eleitoral. A campanha busca aumentar a circulação de seus próprios conteúdos e estabelecer comunicação direta com grupos de eleitores durante o período entre os dois turnos.
Fandoms também entram na mobilização
Comunidades brasileiras de fãs de artistas nacionais e internacionais também passaram a participar da campanha de Lula nas redes.
Perfis dedicados a artistas como Beyoncé, Anitta, Taylor Swift, BTS, Blackpink, Lady Gaga, Dua Lipa, Billie Eilish e Ariana Grande publicaram mensagens oferecendo seus canais para compartilhar informações e materiais relacionados à candidatura.
As páginas utilizaram mensagens semelhantes para informar à equipe de Lula que estavam disponíveis para ampliar a circulação de conteúdos durante o segundo turno.
A participação dessas comunidades, entretanto, não representa apoio oficial dos artistas citados. A mobilização foi organizada pelos administradores brasileiros dos fã-clubes e perfis dedicados aos artistas.
O objetivo declarado por esses grupos é principalmente alcançar o público jovem, estimular a participação eleitoral e dialogar com pessoas que não votaram no primeiro turno ou que votaram em branco ou nulo.
A equipe de comunicação de Lula respondeu a algumas dessas páginas e estabeleceu canais para o envio de materiais.
Outra iniciativa em funcionamento é o Vira-Voto Brasil, organizado por militantes e comunicadores. Diferentemente das ações voltadas principalmente ao alcance das publicações, o projeto procura utilizar as redes para estimular conversas presenciais.
A orientação é que os participantes conversem individualmente com pessoas com quem já possuem vínculos — familiares, colegas de trabalho, vizinhos ou integrantes de comunidades — em vez de limitar a atuação ao compartilhamento massivo de mensagens.
Essas diferentes iniciativas não fazem parte necessariamente de uma única estrutura formal da campanha. Algumas são coordenadas por parlamentares e integrantes do campo político de Lula, enquanto outras surgiram de maneira independente entre comunidades digitais e grupos de apoiadores.
🔍 Fonte: Brasil de Fato.



