CA – Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247, a crise entre a Uefa e a Fifa continua se agravando, com a entidade que comanda o futebol europeu mantendo a ameaça de boicote às competições organizadas pela federação internacional e articulando novas medidas contra o presidente Gianni Infantino. A movimentação ocorre antes da Supercopa e amplia a pressão sobre o dirigente ítalo-suíço.
A Uefa afirma ter perdido a confiança na gestão de Infantino mesmo depois de o presidente da Fifa recuar de um controverso plano para criar uma empresa comercial responsável por direitos ligados às principais competições da entidade.
A proposta previa a participação de investidores privados em uma nova estrutura comercial da Fifa, o que provocou forte reação entre dirigentes, jogadores e outras organizações ligadas ao futebol. Após a repercussão negativa, Infantino pediu desculpas pela condução do projeto e afirmou que a iniciativa havia sido abandonada.
A Uefa, porém, considerou insuficiente o recuo. A entidade europeia afirmou que as condições necessárias para restabelecer a confiança na administração da Fifa ainda não foram atendidas.
Boicote continua
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, mantém a possibilidade de boicote às competições da Fifa. A medida poderia atingir eventos importantes do calendário internacional e representa uma das maiores crises políticas recentes envolvendo as duas principais entidades do futebol mundial.
A Uefa exige garantias de que propostas semelhantes não voltarão a ser apresentadas e defende maior segurança institucional sobre a administração e os direitos comerciais das competições.
A tensão também envolve a tentativa de Infantino de consolidar apoio para permanecer no comando da Fifa. O dirigente busca um novo mandato e enfrenta resistência de setores que questionam sua forma de conduzir a entidade.
Novas articulações
De acordo com a reportagem do Brasil 247, Ceferin deverá se reunir com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain, para discutir possíveis ações relacionadas ao Mundial de Clubes de 2029.
A aproximação com dirigentes de grandes clubes europeus pode ampliar a pressão sobre Infantino, principalmente diante da possibilidade de novas manifestações contrárias à atual administração da Fifa.
O cenário também evidencia uma divisão entre diferentes confederações e setores do futebol internacional. Enquanto a Uefa mantém uma postura de confronto, outras entidades demonstraram apoio ou continuam alinhadas à liderança de Infantino.
A Confederação Africana de Futebol (CAF), por exemplo, confirmou apoio ao presidente da Fifa, enquanto outras federações e organizações vêm apresentando críticas à condução da entidade.
Pressão aumenta antes de novos torneios
A crise ocorre em um momento de calendário movimentado para o futebol internacional. A ameaça de boicote coloca em discussão não apenas a relação política entre Fifa e Uefa, mas também possíveis consequências esportivas e comerciais para clubes e seleções europeias.
A situação ganhou ainda mais força depois que a Fifa anunciou que Infantino continua contando com apoio de integrantes de sua administração. A Uefa, entretanto, considera esse respaldo insuficiente para solucionar o impasse.
Além da disputa institucional, o sindicato mundial de jogadores, Fifpro, também criticou a concentração de poder na presidência da Fifa e defendeu mudanças na estrutura de governança da entidade.
Futuro de Infantino em debate
A crise também pode influenciar a disputa política pelo comando da Fifa. Infantino busca um quarto mandato na presidência da entidade, mas a resistência da Uefa e de outros setores pode aumentar a pressão por uma alternativa.
Para que uma votação de desconfiança seja convocada, é necessário o apoio de uma parcela das associações filiadas à Fifa. O processo, porém, poderia levar meses e dependeria da articulação política entre diferentes federações.
Enquanto isso, Infantino segue buscando consolidar sua base de apoio internacional.
A disputa entre Uefa e Fifa, portanto, ultrapassa a discussão sobre um projeto comercial específico e passa a envolver questões sobre governança, poder político, direitos comerciais e o futuro da administração do futebol mundial.
A manutenção do boicote pela Uefa indica que o conflito está longe de ser resolvido e pode ganhar novos capítulos nas próximas competições internacionais.
Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pelas fontes mencionadas, e passou por revisão editorial.



