Premiação foi lançada em Porto Alegre com debate sobre prevenção da violência contra as mulheres; inscrições estarão abertas de 1º a 25 de outubro.
O 43º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo foi lançado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com o feminicídio escolhido como tema desta edição. A iniciativa é promovida pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio Grande do Sul (OAB/RS).
O lançamento ocorreu na quinta-feira (6), durante o evento Cidade do Advogado, realizado no Cais Embarcadero. A programação contou com um painel de especialistas que discutiu o cenário da violência contra as mulheres e apresentou propostas de prevenção e enfrentamento.
Participaram do debate a advogada Alice Bianchini, conselheira de Notório Saber do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, e a professora e pesquisadora Joice Graciele Nielsson, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). A mediação foi da advogada Fabiane Cavalcanti, conselheira da OAB/RS e mestre em Ciências Criminais.
Números evidenciam a gravidade da violência contra mulheres
O Rio Grande do Sul registrou 80 feminicídios em 2025, além de 258 tentativas de feminicídio. Segundo os dados apresentados no lançamento, o estado concentrou 38,8% dos assassinatos classificados como feminicídio em toda a região Sul. O número de feminicídios no estado cresceu 11,1% entre 2024 e 2025, enquanto a média nacional aumentou 4,7%.
No Brasil, foram registrados 1.568 feminicídios em 2025. Entre janeiro e março de 2026, foram contabilizadas 399 vítimas, número 7,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Os dados também revelam dificuldades na proteção das vítimas. Das 80 mulheres assassinadas por feminicídio no Rio Grande do Sul em 2025, cinco tinham medida protetiva de urgência vigente no momento do crime. Outras 59 possuíam registros anteriores de ocorrência por violência doméstica.
Durante o painel, especialistas defenderam medidas preventivas, gestão de riscos e protocolos capazes de identificar sinais de violência antes que os casos evoluam para situações mais graves. Também foi destacada a necessidade de combater discursos que culpabilizam as vítimas e justificam a violência praticada por homens.
As inscrições para a 43ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo poderão ser realizadas de 1º a 25 de outubro de 2026. A premiação busca reconhecer trabalhos jornalísticos relacionados à defesa e à promoção dos direitos humanos.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; OAB/RS.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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