IA prejudica aprendizado na escola e piora desempenho nas provas, diz estudo

CA – Segundo informações divulgadas pelo Jornal de Brasília, o uso de inteligência artificial pode prejudicar o aprendizado e reduzir o desempenho de estudantes em provas. A conclusão é de um estudo que acompanhou cerca de 25 mil alunos chineses entre 12 e 18 anos e analisou a adoção espontânea de ferramentas de IA para a realização de tarefas escolares.

A pesquisa identificou que os estudantes que passaram a utilizar ferramentas de inteligência artificial para fazer lições de casa apresentaram melhora no desempenho dessas atividades, mas tiveram resultados piores quando precisaram realizar avaliações sem o auxílio da tecnologia.

De acordo com os pesquisadores, o problema não está necessariamente na ferramenta em si, mas na maneira como ela é utilizada. Quando a IA assume etapas que exigiriam esforço intelectual do estudante, pode ocorrer uma redução do processo de aprendizagem e da capacidade de resolver problemas de forma independente.

Melhora nas tarefas, queda nas provas

O estudo acompanhou estudantes durante um período de aproximadamente cinco anos. Os pesquisadores compararam o desempenho de alunos que passaram a utilizar ferramentas de inteligência artificial com o de estudantes que não adotaram a tecnologia da mesma maneira.

Nos trabalhos realizados em casa, os alunos que utilizaram IA conseguiram apresentar resultados melhores. A ferramenta facilitava a resolução das atividades e permitia que os estudantes encontrassem respostas com maior rapidez.

O cenário, entretanto, mudou quando os alunos precisaram realizar provas sem acesso à inteligência artificial.

Segundo os resultados, estudantes que haviam incorporado a tecnologia à rotina de estudos apresentaram desempenho inferior nas avaliações. Em uma das análises, as notas chegaram a ser cerca de 20% menores em comparação com alunos que não utilizavam IA para realizar as tarefas.

O resultado chamou a atenção dos pesquisadores porque indica que a melhora observada nos deveres de casa não necessariamente representa uma melhora real na aprendizagem.

Uso excessivo pode substituir esforço

Uma das principais hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que a utilização inadequada da IA pode fazer com que o estudante deixe de realizar etapas importantes do processo cognitivo.

Ao receber uma resposta pronta, por exemplo, o aluno pode deixar de pesquisar, interpretar informações, formular hipóteses e desenvolver uma solução própria para determinado problema.

Esse comportamento pode criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo. O estudante consegue concluir a tarefa, mas não necessariamente desenvolve o conhecimento necessário para responder sozinho a uma questão semelhante posteriormente.

A diferença fica mais evidente em avaliações tradicionais, nas quais o aluno precisa utilizar os conhecimentos adquiridos sem contar com a assistência de uma ferramenta de inteligência artificial.

Estudo acompanha avanço da IA nas escolas

A pesquisa está entre os primeiros trabalhos a acompanhar o uso espontâneo de ferramentas de inteligência artificial por adolescentes durante um período prolongado.

Os pesquisadores analisaram a relação entre o momento em que os estudantes começaram a utilizar a tecnologia e seus resultados posteriores em avaliações.

A intenção foi observar não apenas se a IA ajudava os alunos a completar tarefas, mas também se o uso frequente tinha algum impacto sobre a capacidade de aprendizagem e desempenho sem assistência tecnológica.

Os resultados indicam que a simples facilidade proporcionada pela ferramenta não significa necessariamente uma melhoria na formação acadêmica.

O estudo também reforça uma discussão que vem crescendo entre educadores: como permitir que estudantes utilizem inteligência artificial como ferramenta de apoio sem transformar a tecnologia em substituta do processo de aprendizagem.

IA pode ser usada como ferramenta de apoio

Os pesquisadores não defendem necessariamente a proibição da inteligência artificial no ambiente escolar. A principal preocupação está relacionada ao uso passivo da tecnologia.

A IA pode ser utilizada, por exemplo, para explicar conceitos difíceis, apresentar diferentes formas de resolver um problema, auxiliar na revisão de um texto ou propor exercícios adicionais.

Nesses casos, a ferramenta funciona como apoio ao processo de aprendizagem, enquanto o estudante continua responsável por compreender e desenvolver a resposta.

A situação é diferente quando a tecnologia é utilizada simplesmente para fornecer respostas prontas para trabalhos e atividades. Nesse cenário, o aluno pode concluir a tarefa sem necessariamente aprender o conteúdo.

Para especialistas, o desafio das escolas será desenvolver estratégias que ensinem os estudantes a utilizar a inteligência artificial de maneira crítica e responsável.

Desafio para professores e escolas

A popularização das ferramentas de IA generativa criou um novo desafio para professores e instituições de ensino. Métodos tradicionais de avaliação podem não ser suficientes para identificar quando uma atividade foi realizada pelo próprio aluno ou com auxílio excessivo de uma ferramenta.

Ao mesmo tempo, impedir completamente o acesso à tecnologia pode não ser uma solução diante da presença crescente da inteligência artificial na vida acadêmica e profissional.

O estudo reforça, portanto, a necessidade de discutir novas formas de ensino e avaliação, priorizando atividades que estimulem raciocínio, argumentação e compreensão dos conteúdos.

A conclusão dos pesquisadores é que a inteligência artificial pode facilitar a execução de tarefas, mas isso não significa que o estudante esteja necessariamente aprendendo mais. O impacto da tecnologia depende principalmente de como ela é incorporada ao processo educacional.

Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pela fonte mencionada, e passou por revisão editorial.

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