Presidente elogiou o trabalho do diretor-geral da PF, mas afirmou que eventuais irregularidades devem ser investigadas; declaração ocorre após disputa no STF sobre o afastamento do delegado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta quinta-feira (10) sua confiança no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio à crise institucional envolvendo a corporação e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante entrevista ao SBT, Lula destacou a atuação do delegado à frente da PF e afirmou que ele permanece no cargo com seu apoio.
Andrei havia sido afastado preventivamente na terça-feira (8) por decisão do ministro André Mendonça, que levantou suspeitas sobre a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência relacionados a autoridades. A medida provocou reação dentro da Polícia Federal e abriu uma disputa jurídica no Supremo.
No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões conflitantes e manteve Andrei Rodrigues no exercício do cargo, ao mesmo tempo em que determinou novos procedimentos para esclarecer o episódio.
Ao comentar o caso, Lula afirmou que mantém com Andrei uma relação institucional e destacou sua trajetória de mais de 30 anos na Polícia Federal.
Lula elogia atuação da PF, mas admite investigação em caso de irregularidade
O presidente atribuiu parte das críticas ao diretor-geral à intensidade das operações realizadas pela Polícia Federal durante sua gestão. Lula declarou que Andrei “incomoda muita gente” porque, segundo sua avaliação, a corporação ampliou prisões, apreensões de drogas e recuperação de recursos provenientes de atividades criminosas.
As afirmações sobre o desempenho da Polícia Federal representam uma avaliação feita pelo presidente durante a entrevista. Comparações sobre volume de operações, prisões, apreensões e recuperação de valores dependem dos indicadores utilizados e dos períodos considerados.
Lula também citou a participação de Andrei nas investigações envolvendo o Banco Master e na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Apesar da defesa pública do diretor-geral, o presidente afirmou que sua confiança não deve impedir a apuração de eventuais irregularidades. Lula declarou que, caso Andrei tenha cometido algum erro, deverá ser investigado e responsabilizado conforme a lei.
O presidente também defendeu autonomia para a Polícia Federal conduzir investigações e afirmou que a instituição deve ter liberdade para esclarecer suspeitas envolvendo qualquer pessoa.
A manifestação ocorre depois de Mendonça acusar a direção da PF de possível utilização irregular da estrutura de inteligência. O ministro apontou relatórios produzidos entre agosto e setembro como indícios de monitoramento indevido de sua atuação.
A legalidade da elaboração e do compartilhamento desses documentos permanece em discussão. O afastamento preventivo determinado por Mendonça não representava uma condenação ou conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade de Andrei Rodrigues.
Fachin tenta reorganizar crise no Supremo
Durante a mesma entrevista, Lula também comentou a atuação do presidente do STF, Edson Fachin, diante do confronto entre integrantes da Corte.
O presidente avaliou que Fachin tomou uma decisão correta ao intervir na crise, mas afirmou esperar novas medidas para restabelecer a normalidade institucional e preservar a credibilidade do Supremo.
A crise se intensificou após a divulgação de informações relacionadas às investigações do Banco Master. Relatórios e mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro passaram a envolver referências a autoridades e provocaram questionamentos sobre a atuação dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Lula voltou a defender que todos os fatos sejam investigados, independentemente de quem esteja envolvido. Segundo ele, eventuais responsabilidades devem ser apuradas tanto no caso de integrantes do STF quanto de autoridades do Executivo ou dirigentes da Polícia Federal.
O presidente também criticou o que classificou como vazamentos seletivos de informações protegidas por sigilo e defendeu maior transparência sobre os documentos que possam ser legalmente divulgados.
As acusações envolvendo a produção de relatórios da Polícia Federal, assim como os questionamentos direcionados a integrantes do STF, permanecem em apuração. Até o momento, as controvérsias institucionais e decisões cautelares não representam conclusões definitivas sobre responsabilidade criminal das autoridades envolvidas.
Com Andrei Rodrigues mantido no comando da PF, o Supremo deverá continuar analisando os procedimentos relacionados ao episódio. Fachin convocou o plenário da Corte para discutir aspectos da crise e os caminhos institucionais para a continuidade das investigações.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; SBT News; Supremo Tribunal Federal (STF).
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.



