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Governo Lula reduziu pobreza do país em 50,6%, mostra estudo

On the landfill there is every imaginable type of refuse, from kitchen scraps to animal parts, plastic, old film strips, broken ceramics, fabric. The diverse army of scavengers?billions of insects, a herd of cows, men, women and children?all move constantly toward the top of the pile with every new truck load. The pickers work the pile using home fashioned picks to move useless garbage aside in their hunt for anything reusable, recyclable, saleable?clothes, shoes, plastic, human hair...There is no such thing as a safety zone here. If you are talking to your friends, you are ripe for getting run over. Full attention is required?the dump trucks could bury you, the bulldozer could run over you, the pile, spongy and hollow in places, could consume you.

RIO – A pobreza no Brasil caiu com maior intensidade durante o governo Lula do que no de Fernando Henrique Cardoso. Desde o começo do Plano Real, a pobreza caiu 31,9% durante a Era FHC. Já no período em que o ex-presidente Lula esteve à frente do país – oito anos encerrados em dezembro de 2010 -, houve queda de 50,64%.

Os dados são resultado de uma pesquisa realizada pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a partir de resultados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O Brasil mais do que cumpriu a meta do milênio”, afirma Neri.

Entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010, o avanço na redução da pobreza no país foi de 16,3%, duas vezes o registrado no período entre 2002 e 2008, quando a queda foi de 8,2%.

Ou seja, no acumulado desde o lançamento do Plano Real, que trouxe estabilidade econômica ao país, até o fim do ano passado, houve queda de 67,3% da pobreza. Para o economista, falta agora a “parte mais difícil do caminho”.

“Certamente não é uma década espetacular em termos de crescimento da renda do brasileiro, mas, ainda assim, houve redução da desigualdade”, afirmou.

No ano de 2010, a renda média do brasileiro cresceu 2 pontos percentuais acima do PIB, ao avançar 9,6%, enquanto a alta do PIB foi de 7,5% no período. “Em termos de renda do brasileiro, foi um ano excepcional, de crescimento chinês”, disse Neri.

“Acho ousada a meta de erradicação de pobreza em cinco anos, mas já cumpriu uma parte importante do caminho de reduzir em 50% a pobreza entre 1990 e 2015”, acrescentou.

O ponto mais elevado da renda média foi durante o período eleitoral, inclusive pelos incentivos de recuperação da crise econômica, como a redução de IPI. É bastante comum, de acordo com o economista, que a renda cresça nos anos eleitorais e caia um pouco no ano seguinte. Mas a pobreza caiu continuamente no mesmo período.

(Juliana Ennes | Valor)

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