CA – A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a importância da vacinação após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzir o número de vacinas recomendadas para crianças no país, segundo declaração do porta-voz da entidade, Tarik Jašarević, nesta terça-feira (11/8).
Jašarević ressaltou que as orientações da OMS sobre vacinação são formuladas a partir de análises de evidências científicas e de pesquisas realizadas ao longo de anos.
“Cada vacina é recomendada para o momento em que oferece a melhor proteção contra doenças graves. Isso pode significar que um tipo de vacina é necessário ao nascer, enquanto outro é necessário na adolescência”, afirmou.
Segundo o porta-voz, o calendário de cada dose leva em consideração o desenvolvimento do sistema imunológico, os períodos de maior risco de determinadas doenças e a necessidade de manter uma proteção eficaz.
Jašarević também destacou que cada país deve contar com grupos técnicos responsáveis por formular recomendações e estabelecer os próprios calendários nacionais de vacinação, levando em consideração as características epidemiológicas de sua população.
“Todas as orientações da OMS baseiam-se na ciência; é esse o aconselhamento que oferecemos a todos os países, e esperamos que eles utilizem as melhores evidências científicas de que dispomos”, afirmou.
Redução de vacinas nos EUA
Na segunda-feira (10/8), Trump assinou uma ordem executiva que reduz de 17 para 11 o número de vacinas recomendadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para crianças nos Estados Unidos.
O presidente norte-americano já havia tentado promover a mudança em janeiro, mas a medida foi barrada pela Justiça dos Estados Unidos.
Trump classificou o novo calendário como “padrão-ouro” e afirmou que a mudança aproximaria os Estados Unidos de outras nações desenvolvidas que recomendam um número menor de vacinas, citando a Dinamarca como exemplo.
Entidades de saúde, porém, ressaltam que os países possuem diferentes realidades epidemiológicas e sistemas de saúde, o que deve ser considerado na definição das políticas de vacinação.
Em entrevista à revista Science, Demetre Daskalakis, ex-alto funcionário do CDC, citou a vacina contra a hepatite B como exemplo das diferenças entre os países. Segundo ele, a Dinamarca possui taxas muito baixas da doença e um programa de triagem pré-natal considerado eficaz, o que permite uma estratégia diferente daquela adotada em países com maior circulação do vírus.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



