Ceilândia em Alerta — Os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita e do Irã conversaram por telefone sobre a escalada militar no Oriente Médio e os esforços para responder à crise regional. O contato ocorreu em meio a ataques contra instalações aeroportuárias sauditas e às restrições à navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás.
De acordo com informações da agência Prensa Latina, citadas pelo Brasil 247, o chanceler iraniano Abbas Araghchi iniciou o contato com o ministro saudita Faisal bin Farhan. Em comunicado divulgado na rede social X, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita informou que os dois discutiram a situação regional e as medidas em resposta à escalada.
A nota oficial, no entanto, não detalhou quais iniciativas foram debatidas nem informou se houve algum entendimento entre os governos.
Ataques a aeroportos ampliam preocupação na região
A conversa ocorreu após incidentes envolvendo instalações aeroportuárias na Arábia Saudita. Segundo a reportagem, o Aeroporto Internacional Rei Khaled, em Riade, foi alvo de um ataque no sábado (10/10), com relatos de mortes e centenas de feridos. Os números divulgados sobre as vítimas, porém, apresentavam divergências.
A publicação também mencionou um ataque ocorrido no domingo (11/10), atribuído pela Coalizão de Apoio à Legitimidade no Iêmen ao movimento Houthi. A coalizão afirmou que responderia à ação.
Até a publicação da reportagem, não havia informações conclusivas que permitissem atribuir todos os incidentes contra instalações aeroportuárias sauditas a um único responsável.
Estreito de Ormuz é ponto estratégico do conflito
Além dos ataques em território saudita, as tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel têm afetado a navegação no Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e constitui uma das principais rotas internacionais para o transporte de petróleo e gás natural.
As restrições ao tráfego marítimo aumentam as preocupações com o abastecimento energético e os preços internacionais dos combustíveis. Uma interrupção prolongada pode afetar cadeias de fornecimento que dependem da circulação de embarcações pelo Golfo.
A conversa entre os chanceleres ocorre, portanto, em um cenário de crescente instabilidade regional. Embora o contato represente um canal de comunicação entre os dois países, não houve anúncio de acordo ou de medidas concretas para conter a escalada militar.
Fonte: Brasil 247



