Durante ato na Avenida Paulista, Lula pediu maior participação dos eleitores no segundo turno, criticou a condução da pandemia no governo Bolsonaro e destacou a importância da mobilização política.
Ceilândia em Alerta – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou neste domingo (11) de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reunindo apoiadores, movimentos sociais, estudantes e representantes políticos. Segundo o Brasil de Fato, o ato contou com mais de um milhão de participantes, número que não foi acompanhado, na reportagem, de uma estimativa independente.
Durante o discurso, Lula na Avenida Paulista direcionou parte de sua fala à juventude e às pessoas idosas, destacando a importância da participação política e do comparecimento às urnas no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
O presidente afirmou que a população precisa participar das decisões políticas do país e defendeu que os jovens assumam maior protagonismo na vida pública.
Ao abordar o eleitorado mais velho, Lula mencionou a quantidade de brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno e fez um apelo para que pessoas com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo, participem da eleição.
O candidato também relacionou o exercício do voto à responsabilidade com as futuras gerações, mencionando filhos, netos e bisnetos.
Lula na Avenida Paulista destaca participação dos idosos
Um dos principais temas do discurso foi a participação eleitoral das pessoas idosas.
Lula lembrou que mais de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno, segundo o número mencionado em sua fala, e chamou a atenção para a necessidade de diálogo com esse eleitorado.
Pela legislação brasileira, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos e facultativo para maiores de 70 anos, jovens de 16 e 17 anos e pessoas analfabetas.
O presidente também fez uma reflexão sobre o envelhecimento e a participação na sociedade, afirmando que a idade não deve ser utilizada como motivo para desconsiderar a capacidade de contribuição das pessoas.
Aos 81 anos, Lula citou sua própria disposição para continuar participando da vida política e associou a motivação pessoal à manutenção de uma rotina ativa.
O discurso ocorreu em meio às estratégias de mobilização eleitoral das campanhas presidenciais, que buscam ampliar a participação dos eleitores na votação decisiva.
Presidente critica governo Bolsonaro durante a pandemia
Outro momento do discurso foi dedicado à pandemia de covid-19 e à atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula criticou declarações e medidas adotadas durante a crise sanitária, especialmente em relação à vacinação, às recomendações científicas e ao tratamento das pessoas afetadas pela doença.
O presidente lembrou que a pandemia provocou mais de 700 mil mortes no Brasil, conforme os registros oficiais do Ministério da Saúde.
Em sua manifestação, atribuiu ao governo anterior uma postura de desrespeito à ciência e questionou o incentivo ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.
As críticas fizeram parte do discurso político do candidato e retomaram temas que marcaram o debate público durante a emergência sanitária.
Além de Lula, participaram do ato o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja e governadores eleitos de estados do Nordeste.
Entre os presentes estavam Jerônimo Rodrigues, da Bahia; Elmano de Freitas, do Ceará; e Rafael Fonteles, do Piauí.
A mobilização também contou com a presença de representantes de movimentos estudantis, organizações populares e apoiadores que participaram de atividades na região da Avenida Paulista.
O ato integra a agenda de campanha de Lula para o segundo turno das eleições presidenciais, no qual disputa a Presidência da República com Flávio Bolsonaro (PL).
🔍 Fontes: Brasil de Fato | Brasil de Fato – Mobilização na Paulista



