Desigualdade de renda persiste no Brasil, aponta relatório

O Brasil apresentou avanços em áreas como emprego, renda, segurança alimentar, educação, saúde e meio ambiente, mas ainda enfrenta desigualdades estruturais que dificultam a distribuição desses ganhos entre a população. É o que aponta a quarta edição do Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, divulgada em Brasília, segundo levantamento produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O estudo analisou dados referentes a 2025 e identificou agravamento da concentração de renda. Segundo o relatório, o rendimento médio do 1% mais rico, que em 2024 era 30,2 vezes superior ao dos 50% mais pobres, passou a ser 31,5 vezes maior.

Apesar disso, o Brasil registrou avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que chegou a 0,805 em 2024, colocando o país, pela primeira vez, no grupo de nações com nível de desenvolvimento humano muito alto.

Maioria dos indicadores melhorou

O levantamento atualizou 48 indicadores sociais, econômicos, ambientais e políticos, distribuídos em oito áreas temáticas e analisados também segundo critérios de renda, raça, gênero e território.

Do total, 71% apresentaram melhora, enquanto seis indicadores pioraram e cinco permaneceram praticamente estáveis.

Entre os resultados positivos estão:

  • queda da taxa de desocupação para 5,6%;
  • aumento do rendimento médio real;
  • redução da pobreza monetária;
  • diminuição da insegurança alimentar moderada e grave;
  • queda do analfabetismo;
  • aumento da frequência de crianças em creches;
  • redução das emissões de gases de efeito estufa;
  • diminuição do desmatamento.

Mesmo com esses avanços, o relatório aponta que a desigualdade continua sendo um dos principais obstáculos ao desenvolvimento brasileiro.

Mulheres e população negra

A desigualdade também permanece evidente no mercado de trabalho. As mulheres continuam recebendo menos que os homens, enquanto as mulheres negras apresentam a situação mais desfavorável entre os grupos analisados.

Segundo o levantamento, elas recebem pouco mais de 40% do rendimento dos homens não negros e estão mais concentradas em atividades de menor remuneração.

A população negra também permanece em situação desfavorável na maioria dos indicadores avaliados. Norte e Nordeste concentram, por sua vez, resultados sociais inferiores em diferentes áreas.

Indicadores que pioraram

Entre os indicadores que apresentaram piora estão:

  • peso do aluguel sobre a renda das famílias;
  • número de pessoas vivendo em áreas de risco geológico;
  • participação da população negra no sistema prisional.

Já a escolarização líquida no ensino fundamental, o acesso à internet e a progressividade da tributação da renda permaneceram praticamente estáveis.

O relatório conclui que crescimento econômico, geração de empregos e aumento da renda são importantes, mas não suficientes para eliminar desigualdades estruturais que permanecem no país.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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