Ceilândia – A equipe feminina do Clube de Remada Kaluanã, de Brasília, embarca nesta sexta-feira (14/8) para Singapura, onde disputará o Mundial de Sprint de canoagem havaiana. Formado por atletas brasilienses, o grupo representará o Brasil na categoria 500 metros Elite e chega à competição internacional após uma sequência de títulos e pódios em disputas nacionais, segundo informações do Correio Braziliense.
Formada em 2023 para disputar a seletiva do Mundial do Havaí, em 2024, a Kaluanã chega à competição internacional com confiança. O nome da equipe, de origem tupi-guarani, significa “grande guerreiro”.
Para a capitã Ana Paula Reis, de 47 anos, publicitária, a união entre as atletas é um dos principais diferenciais do grupo. Segundo ela, embora cada integrante tenha características próprias, a equipe consegue transformar as diferenças em força coletiva.
“Somos diferentes, temos características individuais, mas conseguimos transformar isso em força. Existe confiança entre nós. Quando uma atleta está cansada, outra incentiva. Quando uma está insegura, as outras ajudam”, afirmou.
Ana Paula também destacou o esforço das atletas para conciliar a preparação esportiva com a vida pessoal e familiar. Para ela, a conquista de uma medalha em Singapura representaria a conclusão de um projeto construído com muito treinamento e dedicação.
Os resultados recentes ajudam a explicar a confiança da equipe. A Kaluanã é tricampeã do Circuito Brasiliense de Canoagem Havaiana, com títulos conquistados em 2023, 2024 e 2025. Em junho deste ano, venceu a primeira etapa da maratona.
No Campeonato Brasileiro de Sprint, uma das principais competições nacionais da modalidade, a equipe conquistou a medalha de prata nos 500 metros, ficando apenas um segundo atrás da campeã, além do bronze nos 1.500 metros com boias.
Experiência internacional
O grupo é treinado pelo atleta Rafael Maia, de 41 anos, que também viajará para Singapura como técnico e competidor. Segundo ele, a experiência adquirida na primeira participação internacional contribuiu para o amadurecimento das atletas.
“O Hawaii foi muito importante para o amadurecimento delas. Estar em um Mundial, competir com equipes de diferentes países e vivenciar aquele ambiente nos mostrou o tamanho do desafio, mas também fez perceber que podemos estar entre as melhores”, afirmou.
Maia considera histórica a presença da equipe no Mundial por se tratar de uma seleção brasileira formada integralmente por atletas de Brasília.
“Muito significativo, porque a gente tá indo com uma Seleção Brasileira totalmente formada por atletas de Brasília. E é a primeira vez que uma equipe 100% de Brasília, feminina, está indo com uma seleção. Isso é um marco para a nossa cidade também”, disse.
A preparação para a competição foi realizada ao longo de anos, com acompanhamento técnico, análise dos treinamentos e trabalho específico para aprimorar a técnica de remada e o condicionamento físico das atletas.
Agenda extensa em Singapura
Além da prova dos 500 metros Elite, na qual representarão oficialmente o Brasil, as atletas disputarão outras categorias durante o Mundial. A programação inclui provas nas categorias Elite V12, Open Clubes V12, Master 40 Clubes V12, Open Clubes 500 metros, Open Clubes 1.500 metros, Master 40 Clubes 500 metros e Master 40 Clubes 100 metros.
As competições começam no dia 20 e seguem até 29 de agosto.
A equipe chega ao Mundial com a expectativa de disputar posições de destaque. Ana Paula afirma que o objetivo é buscar uma medalha e melhorar o desempenho brasileiro na competição.
“A gente treinou para isso, para buscar um resultado. A gente pensa no melhor resultado que o Brasil já teve. Então, esse seria o mínimo que a gente espera”, afirmou a capitã.
Daniela Monteiro, de 49 anos, empresária, destacou a responsabilidade de representar o país e afirmou que a equipe levará para Singapura o apoio recebido de familiares, treinador, clube e patrocinadores.
“Somos atletas de Brasília e hoje temos a oportunidade de levar o nome do nosso clube, da nossa cidade e do nosso país para o outro lado do mundo”, afirmou.
Brasília ganha espaço na modalidade
O crescimento da canoagem havaiana também é percebido no Distrito Federal. De acordo com dados da Federação de Canoagem Havaiana de Brasília, a entidade reúne atualmente 13 clubes e tem oito anos de existência.
Segundo a vice-presidente da federação, Renata Maffini, cerca de 50 atletas do Distrito Federal estarão no Mundial de Singapura, classificados a partir do ranking do Campeonato Brasileiro.
“Brasília tem se destacado muito nesse cenário nacional. É muito satisfatório para a Federação ver o esporte ganhar essa força toda”, afirmou.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



