Ceilândia em Alerta — O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF) realiza, nesta terça-feira (15/9), uma assembleia geral extraordinária para decidir sobre a deflagração ou não da greve dos metroviários. A paralisação havia sido aprovada pela categoria em 31 de agosto e estava prevista para começar nesta quarta-feira (16/9). A assembleia será realizada a partir das 20h, no Edifício E-Business, em Águas Claras.
Na segunda-feira (14/9), o SindMetrô-DF aceitou a proposta apresentada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). A negociação foi encerrada após cerca de dez meses de tratativas entre os trabalhadores e a empresa.
O Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho prevê a contratação da banca organizadora do concurso do Metrô-DF até 31 de dezembro de 2026. O concurso foi autorizado com 224 vagas distribuídas em seis carreiras.
O acordo também estabelece a contratação de empregados por meio de uma Ação Civil Pública (ACP), além do pagamento de horas extras e do descanso ou repouso semanal remunerado (DSR/RSR).
Durante a assembleia desta terça-feira, os trabalhadores deverão discutir a redação final do acordo e a assinatura do documento. A categoria também decidirá os próximos passos em relação à paralisação prevista para esta quarta-feira.
A secretária de Comunicação e Mobilização do SindMetrô-DF, Amanda Souza, afirmou que o acordo representa um avanço, mas destacou que o resultado dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos.
“Para que o saldo seja entendido como positivo, precisamos que o acordo seja cumprido na íntegra e no tempo acordado, que o concurso e que as contratações pela ação civil pública sejam efetivadas com a devida urgência”, afirmou.
Segundo Amanda, os metroviários enfrentam uma situação de sobrecarga de trabalho. “Os metroviários sentem-se esgotados pela sobrecarga laboral”, declarou.
Apesar da proposta aceita, a categoria mantém reivindicações relacionadas à reestruturação das carreiras, melhoria das escalas de trabalho, modernização do sistema metroviário e aquisição de novos trens.
O resultado da assembleia deverá definir se a greve prevista para esta quarta-feira será mantida ou se haverá mudança na mobilização dos trabalhadores.



