Centrão se aproxima de Lula e amplia isolamento de Flávio Bolsonaro

O presidente Lula e o os presidente da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Ceilândia em Alerta – Lideranças do Congresso adotam postura de neutralidade na disputa presidencial, enquanto dirigentes de partidos do Centrão mantêm diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evitam associar suas campanhas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). As movimentações foram detalhadas pelo jornal O Globo, segundo reportagem reproduzida pelo Brasil 247.

A aproximação ocorre principalmente por meio dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Enquanto Motta declarou apoio a Lula, Alcolumbre mantém uma postura mais cautelosa, sem anunciar publicamente seu voto, mas estabelecendo alianças políticas com o PT em seu estado.

Outro fator importante é a posição adotada pela federação União Brasil-PP e pelo Republicanos, que decidiram não apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência. A escolha reduz o espaço para uma adesão partidária mais ampla à candidatura de Flávio Bolsonaro.

PP evita indicar vice de Flávio

No Progressistas, dirigentes como o senador Ciro Nogueira e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira trabalharam para impedir que o partido indicasse a candidata a vice na chapa de Flávio.

A senadora Tereza Cristina chegou a ser considerada para a composição, mas a possibilidade não avançou. A decisão contribuiu para que a federação formada por PP e União Brasil mantivesse neutralidade na disputa presidencial.

Ciro Nogueira também tem evitado fazer campanha pública para Flávio, apesar da aliança entre PL e PP em seu estado. O movimento reforça a percepção de que parte do Centrão prefere preservar liberdade de negociação com diferentes grupos políticos durante a eleição.

Relação entre Flávio e Alcolumbre

A relação entre Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre também enfrenta dificuldades. O PL pretende formar a maior bancada do Senado e avalia lançar uma candidatura própria à presidência da Casa em 2027.

Entre as pautas defendidas pelo partido estão medidas relacionadas ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto Alcolumbre tem resistido a colocar esses pedidos em votação.

Ao mesmo tempo, o presidente do Senado busca construir apoio para permanecer no comando da Casa em 2027. Para isso, mantém diálogo com Lula, o PT e integrantes do Supremo.

Apesar de não declarar apoio público ao presidente, Alcolumbre fechou uma aliança com o PT no Amapá. O partido apoia a reeleição do senador Randolfe Rodrigues, enquanto o grupo de Alcolumbre mantém apoio à candidatura do governador Clécio Andrade.

Pautas do governo avançam no Senado

A reaproximação entre Lula e Alcolumbre também abriu espaço para o avanço de projetos de interesse do governo no Senado.

Entre as propostas que voltaram a tramitar estão a PEC que prevê o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança e medidas relacionadas à exploração de minerais críticos.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana, avaliou positivamente o novo ambiente de diálogo entre o governo e a presidência da Casa.

Hugo Motta declara apoio a Lula

Na Câmara, Hugo Motta adotou uma posição ainda mais explícita. O presidente da Casa declarou apoio à candidatura de Lula durante um evento na Paraíba.

Dias depois, Lula telefonou para agradecer o apoio e convidou Motta para uma reunião. O encontro ainda não tinha data definida.

Motta também participou da articulação que levou o Republicanos a optar pela neutralidade na eleição presidencial. Flávio chegou a se reunir com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, mas não conseguiu obter apoio formal da legenda.

A estratégia de Motta também está relacionada aos seus projetos políticos para 2027, incluindo a própria permanência na Câmara e a possibilidade de disputar novamente a presidência da Casa.

Kassab diz que Flávio não tem chances

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também sinalizou proximidade com Lula. Durante uma conversa com empresários, afirmou que Flávio Bolsonaro “não tem a menor chance” e declarou que o Centrão está com o presidente.

Flávio reagiu nas redes sociais e afirmou que sempre considerou que os demais candidatos de direita se posicionariam contra o PT.

Apesar das movimentações, aliados do candidato do PL minimizam o distanciamento atual e sustentam que, caso Flávio vença a eleição, integrantes do Centrão poderão se aproximar de seu eventual governo.

O cenário mostra, portanto, que parte significativa das lideranças partidárias do centro político busca preservar margem de negociação com o governo Lula, sem necessariamente transformar essa aproximação em apoio formal à candidatura presidencial.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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