Banco Central reduz Selic pela quinta vez consecutiva, para 13,75% ao ano

Copom corta juros em 0,25 ponto percentual após desaceleração da inflação, mas mantém cautela diante das incertezas econômicas e dos riscos para os preços.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi aprovado por unanimidade e representa a quinta redução consecutiva dos juros básicos da economia brasileira.

O ciclo de redução começou em 2026, depois de a Selic permanecer em 15% ao ano entre junho de 2025 e março deste ano. Desde então, o Banco Central vem promovendo cortes graduais de 0,25 ponto percentual.

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom destacou que os indicadores mais recentes mostram uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente nos setores mais sensíveis aos juros, enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido.

A autoridade monetária também observou desaceleração tanto da inflação geral quanto das medidas de inflação subjacente, utilizadas para avaliar com maior precisão a tendência dos preços.

Inflação acumulada recua para 4,22%

A nova redução dos juros ocorre após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrar deflação de 0,32% em agosto, o menor resultado mensal em quatro anos.

Com esse desempenho, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,44% em julho para 4,22% em agosto.

Os alimentos contribuíram para a queda do índice no mês, com redução média de 0,34% nos preços.

Pelo sistema de meta contínua adotado no país desde janeiro de 2025, o Banco Central persegue uma inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa maneira, o limite superior é de 4,5% e o inferior, de 1,5%.

Apesar da melhora dos indicadores recentes, a inflação acumulada continua acima do centro da meta. Por isso, o Banco Central mantém uma política monetária considerada restritiva mesmo depois das cinco reduções consecutivas.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. Juros mais elevados tendem a reduzir o consumo e os investimentos ao tornar o crédito mais caro, enquanto cortes na taxa podem diminuir gradualmente o custo dos financiamentos e estimular a atividade econômica.

Os efeitos das mudanças, porém, não são imediatos e dependem também das condições de crédito, das expectativas dos agentes econômicos e de outros fatores internos e externos.

Banco Central mantém cautela

Embora tenha decidido por mais um corte, o Copom não indicou uma aceleração automática do ritmo de redução dos juros.

O Banco Central avalia que o ambiente internacional continua incerto, citando os conflitos no Oriente Médio e dúvidas relacionadas à política monetária de algumas das principais economias mundiais. Para países emergentes como o Brasil, mudanças nos preços internacionais das commodities e nos mercados financeiros podem influenciar câmbio, inflação e atividade econômica.

O Copom também considera que os riscos relacionados à inflação permanecem elevados e afirmou que as próximas decisões dependerão da evolução dos indicadores e das projeções econômicas.

No Relatório de Política Monetária divulgado no fim de junho, o Banco Central havia elevado sua projeção de inflação para 2026 de 3,9% para 5,2%. Os resultados mais recentes, especialmente os registrados em julho e agosto, deverão ser incorporados às próximas estimativas da instituição.

Para o crescimento econômico, a autoridade monetária havia elevado para 2% sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026.

Com a decisão desta semana, a Selic chega a 13,75% ao ano, mas permanece em nível elevado em termos históricos. O comportamento da inflação, das expectativas, da atividade econômica e do cenário internacional será determinante para definir se o ciclo de cortes continuará nas próximas reuniões do Copom.


🔍 Fontes: Brasil de Fato; Banco Central do Brasil; IBGE.

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar:

Deixe um comentário

Mais Notícias