Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de acordo pelos EUA

Teerã exige o fim do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos e a suspensão de sanções ao petróleo; Trump volta a ameaçar Omã em meio ao aumento das tensões no Golfo Pérsico.

O Irã afirmou nesta terça-feira (18) que manterá fechado o Estreito de Ormuz até que os Estados Unidos cumpram os compromissos previstos em um protocolo de acordo firmado em junho. A declaração foi feita por Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano e presidente do Parlamento do país.

Segundo Ghalibaf, a reabertura da estratégica passagem marítima depende da implementação das obrigações assumidas pelos Estados Unidos. Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o fim do bloqueio naval imposto pelos norte-americanos, o descongelamento de ativos iranianos, a suspensão do embargo ao petróleo e a interrupção das operações militares contra o país.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas para o transporte internacional de petróleo e gás. Localizado entre o Irã e a Península Arábica, o estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e tem importância estratégica para o abastecimento energético mundial.

Trump eleva pressão e ameaça Omã

Enquanto o Irã mantém a exigência para reabrir a passagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra Teerã e Omã. Nesta terça-feira, Trump publicou uma imagem do Estreito de Ormuz em sua plataforma Truth Social acompanhada da indicação de que a região seria um “novo território” dos Estados Unidos.

Na semana anterior, o presidente norte-americano já havia ameaçado transformar o estreito em território dos EUA caso o Irã não aceitasse suas exigências.

Omã também passou a ser alvo das declarações de Trump por participar de esforços diplomáticos relacionados ao controle da passagem marítima. O país mantém relações tanto com Washington quanto com Teerã e historicamente exerce papel de mediador em conflitos envolvendo os dois governos.

O impasse ocorre após o fracasso de um entendimento firmado em junho, que previa negociações para um acordo definitivo. Com o fim do prazo e a retomada das ameaças, aumentam os riscos de uma nova escalada militar e de impactos sobre o mercado internacional de energia.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo e gás. Por isso, a manutenção do bloqueio pode provocar novos efeitos sobre os preços dos combustíveis e aumentar a pressão econômica sobre diversos países.


🔍 Fontes: Brasil de Fato

📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

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