Dora Gomes, vice de Grass, destaca importância da educação inclusiva

A educação integral, o diálogo com a população e a união dos partidos de esquerda no Distrito Federal foram alguns dos temas abordados pela candidata a vice-governadora na chapa de Leandro Grass (PT), Dora Gomes (PV), durante sabatina no CB.Poder, programa do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília. A entrevista foi publicada pelo Correio Braziliense.

Empresária, ativista social e professora, Dora afirmou que acredita poder contribuir mais em um cargo executivo do que no Legislativo. Aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Ana Maria Campos, ela destacou sua experiência na área da educação e no empreendedorismo feminino como instrumentos para ampliar a participação de mulheres e mulheres negras em espaços de poder.

A candidata contou que havia recusado outros convites para disputar uma vaga de deputada distrital, mas mudou de posição após receber o convite para compor a chapa de Leandro Grass como vice-governadora.

“Eu admiro muito o Leandro. Quando recebi o convite, parei para pensar e vi que, tanto a admiração que tenho por ele como a possibilidade de um cargo executivo viraram a chave para que aceitasse participar (da chapa)”, explicou.

Dora também afirmou ter alinhado com Grass uma atuação ativa caso a chapa seja eleita. Segundo ela, a vice-governadoria não deve ser limitada à substituição eventual do governador.

“Eu carrego um perfil de muita execução, de análise e planejamento. Seria impossível estar em um cargo como esse (vice-governadoria) para só observar as coisas acontecendo e para substituir o governador”, afirmou.

A candidata disse que pretende manter diálogo com diferentes setores da sociedade, incluindo representantes da sociedade civil, do setor produtivo e do empresariado. Também defendeu uma aproximação maior entre o Governo do Distrito Federal e o governo federal, especialmente em iniciativas relacionadas à justiça social.

“É importante esse contato com o governo federal para o GDF não ficar tão apartado do jeito que se encontra hoje”, declarou.

Participação feminina

Ao falar sobre a presença de mulheres em espaços de poder, Dora destacou a necessidade de considerar as diferenças enfrentadas por mulheres e mulheres negras.

“É importante colocar esse recorte (mulheres e mulheres negras) porque há mundos diferentes, não podemos tratar o desigual como igual. Tenho muita preocupação sobre esse tema”, afirmou.

Para a candidata, a ampliação da participação feminina na política não deve se limitar à representatividade. Segundo ela, é necessário investir na formação e na preparação das mulheres para que ocupem esses espaços com segurança.

“Precisamos formar as pessoas e a própria mulher para ter segurança de ocupar esses espaços. Isso passa pela educação e pela conscientização, tanto (no combate ao) machismo quanto ao racismo estrutural”, explicou.

Dora também afirmou que pretende incentivar meninas negras a ampliarem suas perspectivas profissionais e políticas.

“Se estou aqui, é porque outras mulheres vieram antes e abriram o caminho. Seria muito bom que as meninas olhassem para mim e percebessem que elas não precisam limitar os seus sonhos”, disse.

Educação integral

Com experiência na área educacional, Dora defendeu mudanças no modelo de educação integral. Para ela, manter os estudantes durante todo o dia na escola não é suficiente.

“A escola tem que prover os alunos de tecnologia, de boa alimentação, cultura e esporte para que eles saiam da escola com uma esperança de ter um emprego”, afirmou.

A candidata sugeriu ainda a criação de uma bolsa de formação para estudantes do ensino médio, com foco em capacitação técnica e oportunidades de estágio.

Segundo Dora, a proposta poderia beneficiar jovens que não tenham acesso imediato a uma universidade pública e criar alternativas para que permaneçam no Distrito Federal.

“Nem todos, talvez, vão ter a oportunidade de entrar em uma universidade pública de imediato. Essas pessoas precisam trabalhar”, explicou.

União do campo progressista

Dora também comentou as articulações entre partidos de esquerda e centro-esquerda no Distrito Federal. Filiada ao PV e candidata a vice na chapa de um candidato do PT, ela afirmou que defendeu a união das candidaturas desse campo político.

“Diversas conversas aconteceram a respeito disso, exatamente para ganhar força. Mas todo mundo tem o direito de querer ser candidato e montar a sua chapa”, afirmou.

A candidata destacou a composição da Federação Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, além das alianças com PDT, Rede e PSol. Segundo ela, o PSB acabou seguindo uma candidatura própria.

Dora também comentou a rejeição ao PT apontada por pesquisas eleitorais no Distrito Federal. Para ela, os eleitores precisam analisar as pessoas e suas propostas, e não apenas as siglas partidárias.

“Focar somente em partido não mostra a realidade. Muitas vezes, a ideologia partidária não vai interferir na sua forma de governar”, declarou.

Ao avaliar governos anteriores, Dora afirmou que existem aspectos positivos e negativos em diferentes administrações e defendeu que o eleitor considere o desempenho dos governos para além da identificação partidária.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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