Entidades condenam apologia ao estupro em competição de estudantes de medicina

Calouros da Atlética de medicina da Faculdade Santa Marcelina com faixa que faz apologia ao estupro
Calouros da Atlética de medicina da Faculdade Santa Marcelina com faixa que faz apologia ao estupro – Reprodução/Redes Sociais

Entidades de direitos humanos e equidade de gênero emitiram uma nota de repúdio direcionada à reitoria da Universidade Santa Marcelina após alunos da instituição realizarem apologia à violência sexual durante o Intercalo, competição esportiva universitária ocorrida no último sábado (15). A universidade anunciou a abertura de sindicância para apurar o caso. Com informações do UOL.

Entidades condenam ato de apologia ao estupro

A carta, assinada por oito organizações, classificou o episódio como “repugnante” e destacou que a apologia direta ao estupro constitui uma “grave violação dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana”, além de ser considerada crime no Brasil. As entidades ressaltaram que esse tipo de conduta reforça um ambiente social hostil e discriminatório, especialmente contra mulheres, crianças e outros grupos vulneráveis.

O documento também enfatizou a responsabilidade da Universidade Santa Marcelina em combater a cultura do estupro, solicitando medidas imediatas e rigorosas, como investigação dos envolvidos, sanções conforme o regulamento interno e legislação vigente, além de campanhas de conscientização.

Protesto de entidades em prédio de São Paulo
Projeção de mensagem de protesto em prédio de São Paulo – Reprodução

Pedido de expulsação e providências institucionais

Na carta, as entidades exigiram a exclusão dos alunos envolvidos. “É inadmissível a permanência de indivíduos que fazem apologia ao estupro dentro de uma instituição de ensino”, afirmaram. Elas também criticaram a postura da universidade, exigindo sanções severas para evitar ocorrências semelhantes no futuro.

O manifesto foi assinado por Instituto Lamparina, Instituto AzMina, Nem Presa Nem Morta, Instituto Patrícia Galvão, CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação Criar Brasil, Associação Gênero e Número, Anis – Instituto de Bioética e Grupo Curumim.

Caso gera repercussão e indignação na comunidade acadêmica

A polêmica começou quando membros da Atlética da Santa Marcelina posaram para uma foto segurando uma faixa com a frase “entra porra escorre sangue” antes de uma partida de handebol. A imagem circulou entre estudantes e diretores da faculdade, gerando forte indignação.

Relatos disseram que a Atlética adquiriu a faixa e participou diretamente de sua confecção, que teria ocorrido após um treino de futsal na última quinta-feira (13). A frase teria sido inspirada em uma música previamente banida pela instituição por conter referências explícitas à violência sexual.

Protesto de entidades em prédio de São Paulo
Exibição de mensagem de protesto em edifício de São Paulo – Reprodução – Reprodução

Universidade e Atlética tomam medidas

A Faculdade Santa Marcelina repudiou o episódio e afirmou que os envolvidos serão penalizados, podendo enfrentar advertência, suspensão ou até expulsão. A instituição também acionou as autoridades competentes para investigação do caso.

Já a Associação Atlética Acadêmica Pedro Vital publicou uma nota oficial atribuindo a responsabilidade aos calouros, mas posteriormente anunciou o afastamento do presidente e vice-presidente da gestão 2025 e assegurou que todos os envolvidos na foto enfrentarão consequências disciplinares.

O Coletivo Feminista Francisca também cobrou uma postura mais firme da Atlética, reafirmando a luta contra o machismo e a misoginia dentro da universidade.

Com informações do Diário do centro do Mundo

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