Pressão da direita por transição mais longa adia entrega do relatório do fim da escala 6×1; governo defende redução mais rápida

A pressão de parlamentares da oposição por uma transição mais longa para o fim da escala 6×1 levou ao adiamento da apresentação do relatório da comissão especial que discute a redução da jornada de trabalho no país das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Enquanto setores ligados ao governo defendem uma implementação mais acelerada da medida, deputados da direita articulam mudanças para suavizar os impactos da proposta sobre o empresariado.

Brasil de Fato apurou com auxiliares do relator da comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e do presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), que um dos principais entraves nas negociações é justamente as definições sobre a existência e o tamanho de uma regra de transição para a adoção do novo modelo de jornada. Com o adiamento, o relatório deve ser apresentado na próxima segunda-feira (25).

Parlamentares da direita têm defendido que a mudança seja implementada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com uma regra de transição de dez anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.

Nessa terça-feira (19), representantes da comissão se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, em uma tentativa de destravar o andamento do relatório. Segundo relatos obtidos pela reportagem, a expectativa era acelerar a conclusão do texto, que tinha entrega prevista para esta quarta-feira (20), e consolidar um acordo em torno da redução da jornada sem diminuição salarial.

Apesar disso, Motta teria sugerido o adiamento da entrega do parecer para ampliar as conversas com setores governistas e líderes partidários. Nos bastidores, integrantes da base avaliam que o movimento atende também à pressão de bancadas mais alinhadas ao mercado e ao empresariado, que resistem a mudanças rápidas na atual escala de trabalho.

Também estiveram presentes no encontro os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), além do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o autor da PEC, Reginaldo Lopes (PT-MG).

*Com informações do Brasil de Brasil

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