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Saiba como o 13º salário impulsiona o empreendedorismo

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As microfranquias ganham força como fonte de renda extra e são alternativas para quem quer empreender em 2026

O pagamento do 13º salário deve injetar R$ 369,4 bilhões na economia brasileira até o fim de dezembro de 2025, segundo levantamento do Dieese, e uma fatia desse recurso já tem destino certo para muitos trabalhadores: o empreendedorismo. Com orçamento apertado, juros altos e a necessidade de complementar a renda, cresce o número de brasileiros que enxergam no benefício de fim de ano a chance de iniciar um negócio próprio — especialmente microfranquias e operações digitais de baixo custo.

O movimento acompanha o avanço do empreendedorismo no país. De acordo com o Sebrae, o Brasil atingiu um recorde histórico em outubro, com 4,3 milhões de novas empresas abertas, alta de 18,8% em relação ao ano anterior. Mais de 77% dessas empresas são MEIs, reflexo da busca por alternativas para gerar renda e conquistar autonomia profissional.

Para Ycaro Martins, especialista em expansão de negócios e CEO da Maxymus Expand, o 13º salário funciona como “um ponto de virada” para quem deseja transformar um recurso momentâneo em um projeto de vida. “O 13º é capital semente. Em vez de usar apenas para consumo imediato, é possível direcionar parte do valor para conhecimento, estrutura ou execução de uma microfranquia ou negócio digital, com baixo investimento e alto potencial de retorno”, afirma.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as microfranquias, com investimento inicial de até R$ 135 mil, continuam crescendo e atraindo novos empreendedores. Segundo vice-presidente da ABF, Décio Pecin, o formato misto — que combina modelos tradicionais e microfranquias — é uma tendência consolidada. “Os franqueados buscam negócios mais acessíveis, com retorno rápido e flexibilidade. Isso explica o aumento das microfranquias e das unidades móveis, como carrinhos, contêineres e lojas pop-up”, explicou.

A interiorização também é favorecida pelos custos mais baixos de ocupação e operação e pela menor saturação de mercado nas cidades médias e pequenas. Além disso, a melhoria da infraestrutura, o avanço da digitalização e a expansão do consumo local criam novos polos regionais de desenvolvimento.

 Segundo o presidente da ABF, Tom Leite, 43% das redes associadas operam com microfranquias — classificadas como negócios de até R$ 135 mil. O setor tem atraído desde trabalhadores que buscam complementar a renda até profissionais que pretendem dar uma guinada na carreira em meio à desaceleração do mercado formal.

“Hoje, sete em cada 10 municípios brasileiros têm pelo menos uma franquia. O franchising é um espelho do Brasil real, que cresce fora das capitais, com empreendedorismo, trabalho e inovação”, explicou Tom Leite.

O levantamento da ABF mostra ainda que 122 novas marcas de microfranquias se filiaram à entidade, e outras 26 redes tradicionais lançaram modelos mais enxutos para atrair investidores de menor porte.

Expansão

O desempenho das microfranquias dialoga com a conjuntura atual: juros elevados, crédito caro e dificuldade de acesso ao sistema bancário tradicional. Segundo o Banco Central, mais de 70 milhões de brasileiros possuem algum tipo de dívida ativa, o que amplia a procura por alternativas de renda, refinanciamento e educação financeira.

O setor financeiro tem se destacado — especialmente franquias de crédito e fintechs. Dados da PwC mostram que a digitalização ajudou a reduzir o número de pessoas desbancarizadas no país, de 16,3 milhões em 2012 para 4,6 milhões em 2023. Nesse cenário, microfranquias que exigem baixo capital inicial e permitem operação remota ganham ainda mais tração.

Para muitos especialistas, o 13º salário está deixando de ser apenas um reforço no consumo para se tornar porta de entrada para o empreendedorismo. “É o momento ideal para quem busca virar a chave profissional, sem precisar abandonar o emprego formal imediatamente”, reforça Ycaro Martins. “Modelos enxutos permitem começar pequeno, testar, ajustar e crescer com consistência.”

Com a chegada de 2026, o movimento tende a se intensificar — especialmente entre trabalhadores que desejam conquistar autonomia sem abrir mão da segurança financeira.

Opções de negócios

Para quem gosta do setor de turismo e quer aproveitar o mercado aquecido e em constante crescimento, é possível ter uma franquia da 3, 2, 1 GO! com um investimento a partir de R$12 mil e retorno em até seis meses, com faturamento mensal que varia de R$ 15 mil a R$ 50 mil. A marca é uma rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens completas para os parques de Orlando e outros destinos nacionais e internacionais.

A empresa atua como consultora e cuida de todos os detalhes, desde a emissão de visto e seguro viagem, até passagem aérea e hospedagem, tudo pensado de forma exclusiva e personalizada. Eles faturaram R$ 4,4 milhões em 2024, e têm 97 franqueados no Brasil e no exterior, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

Com o aumento das exigências para adquirir um visto para o exterior, esse é um negócio em potencial, com investimento de R$12 mil, retorno em até seis meses e um faturamento que pode chegar a R$ 30 mil mensais. A Legale é uma rede de franquias especializada em assessoria para vistos, auxiliando quem deseja estudar, trabalhar, investir, morar ou apenas visitar o exterior.

A rede oferece suporte completo para obtenção de vistos de turismo, residência e investimento em mais de 40 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e México. O modelo de franquia permite atuação B2B e B2C, com foco em captação, consultoria e parcerias com agências de viagem. Para 2026, a Legale planeja abrir uma unidade em cada estado brasileiro.

A rede de franquias de viagens voltada para o público LGBTQIA , com o propósito de promover experiências turísticas, com foco em inclusão e respeito em qualquer época do ano. Para quem quer investir em negócios de nicho, que tem ganhado cada vez mais tração no mundo inteiro, é possível se tornar franqueado da marca a partir de R$ 12 mil, com um retorno que varia de três a seis meses e um faturamento mensal que pode chegar a R$ 50 mil por mês.

Inspirado pelo mercado internacional e pela falta de um serviço personalizado para esse público, a agência tem o propósito de oferecer roteiros autênticos e inclusivos, no Brasil e no exterior, com viagens personalizadas de acordo com o perfil de cada viajante. Para 2026, a marca planeja chegar em 100 unidades e faturar R$ 3 milhões com modelos de negócio home office e store in store.

Já na área de alimentação, tem a Mr. Fit. A rede pioneira no conceito de fast-food saudável no Brasil, com refeições, sanduíches e opções inovadoras como estrogonofe de biomassa de banana-verde e sucos funcionais. Com um cardápio que inclui opções veganas e low carb, a Mr. Fit atende a um público crescente que busca alimentação prática e saudável. Segundo a empresária Camila Miglhorini, criadora da rede de comidas saudáveis Mr. Fit, “a alimentação saudável não é modismo, as pessoas estão em busca de coisas melhores para ter mais qualidade de vida”, disse.

Com investimento inicial de R$ 6 mil, o franqueado pode investir e trabalhar em uma operação no modelo home office, responsável por gerenciar as entregas das marmitas/produtos no conforto de casa e com a expectativa de faturamento médio mensal de R$ 4 mil a 30 mil. Para 2026, a marca projeta crescimento de 20% no faturamento em 2025, alcançando R$ 240 milhões.

Outro segmento que está crescendo é o de tecnologia. Com o avanço da digitalização e a necessidade de atendimentos mais rápidos, a automação via WhatsApp tem se destacado como oportunidade de negócio. A VendacomChat capacita empreendedores a melhorar atendimento, engajamento e conversão de vendas por meio de uma metodologia própria focada em performance.

Originalmente publicado em Correio Braziliense

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