Maior território quilombola do Brasil preserva tradições centenárias e aposta no turismo sustentável como instrumento de geração de renda, valorização cultural e proteção do patrimônio histórico.
Goiás – O Brasil de Fato destacou que a comunidade quilombola Kalunga, localizada no nordeste de Goiás, segue resistindo ao apagamento histórico ao fortalecer o turismo de base comunitária como alternativa de desenvolvimento sustentável. Considerado o maior território quilombola do país, o Quilombo Kalunga reúne centenas de famílias que preservam tradições, saberes ancestrais e modos de vida transmitidos de geração em geração, atraindo visitantes interessados em conhecer a riqueza cultural da região.
Turismo fortalece cultura e economia local
Localizado na região da Chapada dos Veadeiros, o território Kalunga abriga cachoeiras, trilhas e paisagens do Cerrado que se tornaram atrativos para visitantes do Brasil e do exterior. No entanto, o turismo desenvolvido pela comunidade vai além da contemplação da natureza: ele valoriza a história da resistência negra, a gastronomia típica, o artesanato, a agricultura familiar e as manifestações culturais preservadas pelos moradores.
Os próprios quilombolas atuam como guias, empreendedores e anfitriões, garantindo que os benefícios econômicos permaneçam na comunidade e contribuam para melhorar a qualidade de vida das famílias.
Resistência e preservação da memória
Mesmo reconhecido como um importante patrimônio histórico e cultural brasileiro, o território Kalunga ainda enfrenta desafios relacionados ao acesso a serviços públicos, infraestrutura, regularização fundiária e preservação ambiental.
Lideranças da comunidade defendem que o fortalecimento do turismo de base comunitária é uma forma de combater o apagamento histórico da população quilombola, ampliar a geração de renda e incentivar a permanência dos jovens no território.
Além de promover o desenvolvimento econômico, a iniciativa também contribui para valorizar a identidade cultural, preservar o Cerrado e ampliar o reconhecimento da contribuição dos povos quilombolas para a formação da sociedade brasileira.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; Associação Quilombo Kalunga (AQK); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Governo de Goiás.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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