O Senado deve deixar para o período pós-eleitoral a análise de projetos considerados prioritários pelo governo federal, como a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto sobre minerais críticos e terras raras. A avaliação de integrantes do Planalto é que a proximidade das eleições e a relação desgastada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dificultam o avanço das matérias.
Segundo reportagem do Brasil 247, o governo avalia que o calendário eleitoral tende a reduzir o ritmo de votações no Congresso, com parlamentares concentrando esforços em suas bases políticas. O cenário também é influenciado pelo afastamento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Alcolumbre após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as principais preocupações do governo está a PEC que propõe mudanças na jornada de trabalho. A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com período de transição de um ano. Aliados do Planalto temem que o texto sofra alterações no Senado, como ampliação do prazo de implementação ou inclusão de compensações para empresas.
A PEC da Segurança Pública também aguarda avanço na Casa. A proposta é uma das principais apostas do governo para ampliar a atuação da União na área de segurança, tema que deve ter destaque no debate eleitoral de 2026.
Outro projeto parado no Senado trata dos minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para a indústria e para a economia brasileira em meio às disputas comerciais internacionais.
Além disso, o governo enfrenta preocupação com medidas provisórias próximas do vencimento, como a que trata da chamada “taxa das blusinhas”, referente à cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor. A equipe de articulação política pretende pressionar pela instalação de comissão mista e votação da matéria antes do prazo final.
Com o Congresso reduzindo o ritmo de atividades em ano eleitoral, estão previstas apenas duas janelas de esforço concentrado para votações no segundo semestre: entre 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.
*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



