O governo federal anunciou uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, programa criado para apoiar empresas brasileiras afetadas por tarifas comerciais dos Estados Unidos, conflitos internacionais e outras barreiras ao comércio exterior. A terceira fase da iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para financiar capital de giro, investimentos produtivos, inovação e abertura de novos mercados.
Segundo informações divulgadas pela Agência Gov, via Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os recursos serão divididos entre o Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro e R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo banco de desenvolvimento.
As linhas de financiamento poderão ser utilizadas para compra de máquinas e equipamentos, adaptação de produtos e processos, pesquisa tecnológica, expansão da produção e estratégias para conquistar novos mercados internacionais.
A nova etapa depende de uma medida provisória enviada pelo governo ao Congresso Nacional, que autoriza a utilização dos recursos públicos em conjunto com valores próprios do BNDES. O banco ficará responsável por elaborar o plano de aplicação dos financiamentos, que será analisado por um conselho interministerial.
O programa também ampliou o número de setores beneficiados. Além da indústria, poderão ter acesso ao crédito empresas ligadas à agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, mineração, florestas plantadas e cooperativas desses segmentos.
Entre as áreas consideradas estratégicas estão cadeias de fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, medicamentos, setor têxtil, automotivo, máquinas, equipamentos eletrônicos e materiais elétricos.
Um dos focos do Brasil Soberano 3 é auxiliar empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, especialmente medidas comerciais que atingem setores como aço, alumínio, automóveis, madeira, máquinas, equipamentos elétricos, cerâmica, calçados, papel e açúcar.
Os recursos também poderão ser usados para adequações exigidas pelo comércio internacional, como normas sanitárias, ambientais, rastreabilidade e certificações necessárias para acesso a outros mercados.
Além das disputas comerciais, o programa prevê apoio a empresas afetadas por conflitos internacionais, principalmente aquelas com negócios envolvendo países do Golfo Pérsico, onde instabilidades podem elevar custos de transporte e comprometer contratos de exportação.
Criado para preservar empregos, investimentos e a competitividade das empresas brasileiras, o Plano Brasil Soberano já teve duas etapas anteriores. A primeira, lançada em 2025, disponibilizou R$ 16 bilhões, enquanto a segunda etapa, anunciada em 2026, contou com R$ 21 bilhões em recursos.
Na segunda fase, o BNDES recebeu 677 projetos, sendo 313 de micro, pequenas e médias empresas. Do total solicitado, R$ 10,6 bilhões já haviam sido aprovados pelo banco.
*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



