Rubio afirma que Irã busca acordo com os EUA, mas diz que Teerã terá de “pagar um preço”

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (23) que o Irã tem buscado, por vias diretas e indiretas, negociar um acordo com Washington para reduzir as tensões diplomáticas e militares. No entanto, segundo ele, o governo iraniano ainda não demonstra disposição para aceitar as condições exigidas pelos norte-americanos. As informações foram publicadas inicialmente pelo Metrópoles.

Durante encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Manila, nas Filipinas, Rubio declarou que Teerã tem insistido na retomada das negociações.

“O Irã está nos implorando, direta e indiretamente: ‘Vamos fazer um acordo. Vamos conversar’”, afirmou o secretário de Estado.

Rubio acrescentou que, na avaliação dos Estados Unidos, o Irã costuma descumprir ou tentar alterar acordos firmados, motivo pelo qual afirmou que o país continuará enfrentando consequências enquanto não aceitar um entendimento definitivo.

O chefe da diplomacia norte-americana também criticou o governo iraniano, classificando-o como liderado por “clérigos radicais”. Segundo ele, o país teria condições de ser uma das economias mais prósperas do Oriente Médio, mas prioriza o financiamento de grupos aliados, como Hezbollah, Hamas e Houthis, em vez de investir na população.

Pressão militar

Questionado sobre a estratégia de retaliação adotada pelo Irã, Rubio afirmou que o governo do presidente Donald Trump manterá uma política de forte dissuasão.

Segundo o secretário, qualquer ataque contra interesses norte-americanos será respondido de forma ainda mais intensa. Ele também afirmou que as operações militares e as sanções impostas pelos Estados Unidos têm causado prejuízos significativos à infraestrutura militar e industrial iraniana.

De acordo com Rubio, a pressão continuará até que Washington alcance seu principal objetivo estratégico: impedir definitivamente que o Irã desenvolva armas nucleares.

O secretário também negou informações de que a Rússia esteja colaborando com o programa militar iraniano e acusou Teerã de incentivar os rebeldes Houthis, no Iêmen, a atacar embarcações ligadas à Arábia Saudita, pedindo o fim dessas ações.

*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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