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Suspeitos de matar Marielle Franco são ligados ao clã Bolsonaro

“O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, desencadeou na manhã desta terça-feira a Operação Os Intocáveis, em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, e outras localidades da cidade, que prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Os presos são integrantes da milícia mais antiga e perigosa do estado”, informam os jornalistas Chico Otávio, Vera Araújo, Arthur Leal, Gustavo Goulart, Rafael Soares e Pedro Zuazo, em reportagem publicada no jornal O Globo. “Para a ação, que mobiliza cerca de 140 policiais, a Justiça expediu 13 mandados de prisão preventiva contra a organização criminosa. Os principais alvos são o major Ronald Paulo Alves Pereira e o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras – onde Fabrício Queiroz chegou a se esconder. Ambos foram homenageados em 2003 e 2004 na Alerj por indicação do então deputado estadual Flávio Bolsonaro – filho de Jair Bolsonaro, o único presidenciável que não condenou o assassinato.

Suspeitas antigas

O ex-ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou em novembro do ano passado ter certeza de que “políticos poderosos”, agentes públicos e milicianos estariam envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrido em março daquele ano.

Ele disse, na ocasião, que a Polícia Federal foi impedida por autoridades do estado do Rio de Janeiro ao menos três vezes de investigar o caso, e que naquele momento investigava não o assassinato em si mas um suposto complô integrado por autoridades públicas para impedir a elucidação do caso.

“A Polícia Federal – que nós oferecemos mais de uma vez que ela viesse para cá – é uma das melhores polícias investigativas do mundo, e eu acredito que ela vai, sim, avançar. Vai avançar esclarecendo o complô dos poderosos, dos podres poderes, que eu tenho certeza que é fundamental acabar com eles para o bem da sociedade do Rio de Janeiro”, afirmou Jungmann na época.

Com informações do Brasil 247 e O globo e Agência Brasil.

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