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Artigo: Beto Faro defende diversificação das exportações do agronegócio do país

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Apesar das exportações cada vez mais expressivas do setor, líder alerta para risco do crescimento das vendas para outros países de itens como carne e café, enquanto esses produtos no Brasil têm preços inflacionados

De acordo como Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras do agronegócio em 2024 alcançaram o valor de 164.4 bilhões de dólares. Em que pese a queda de 2 bilhões de dólares em relação ao valor exportado em 2023, sem dúvidas foi um resultado altamente expressivo, correspondendo a 49% das exportações totais do país. É uma questão de (pouco) tempo o Brasil assumir a liderança mundial nessas vendas externas. As exportações dos EUA ainda superam as do Brasil em cerca de 10 bilhões de dólares.

O saldo comercial do Brasil, de 74.5 bilhões de dólares, foi possível graças ao superávit de 145 bilhões de dólares na balança comercial do agronegócio. Porém, as estatísticas sobre as importações do agronegócio devem ser relativizadas. Afinal, o que explica a não contabilização na conta agrícola das compras externas dos agrotóxicos, fertilizantes, máquinas e equipamentos agrícolas, etc? Somente em importações de fertilizantes e agrotóxico, o Brasil despendeu cerca de 40 bilhões de dólares em 2024. À parte eventuais manipulações políticas nos resultados comerciais do setor, é inegável que o Brasil é protagonista da indústria agroalimentar global, e que esse segmento tem peso importante na economia do país.

Dito isso, destaquemos alguns aspectos desse comércio no ano passado. De plano, é importante, mas ao mesmo tempo preocupante, o fato de a China representar o destino de mais de 30% das nossas exportações agropecuárias. Constitui tremendo risco tal nível de dependência até porque a China vem perseguindo estratégia de redução das suas compras externas de alimentos.

Tanto que em 2024 as importações de produtos do agronegócio do Brasil pela China experimentaram queda acentuada de 10.5 bilhões de dólares. Não à toa tivemos a redução de 13.3 bilhões de dólares nas exportações do complexo soja e de 5.6 bilhões de dólares de milho. Precisamos diversificar os destinos das exportações dos nossos principais produtos.

A propósito, precisamos também definir estratégia para a diversificação da nossa pauta de exportações do agro. Em 2024, apenas quatro categorias de produtos (complexo soja, carnes, sucroalcooleiro, produtos florestais) responderam por 71.2% das exportações totais. O fato da mesma forma representa risco econômico potencial muito elevado.

A queda nas exportações de soja e milho resultou no rebaixamento do Mato Grosso para o segundo posto no ranking dos estados maiores exportadores de produtos do agronegócio, sendo que São Paulo assumiu essa liderança.

Chama a atenção o fato de o maior crescimento relativo no valor exportado pelo agronegócio ter ocorrido nos produtos hortigranjeiros. Isto é significativo por revelar que a variável externa passou a influenciar nas pressões dos preços domésticos desses produtos, normalmente dada por fatores sazonais.

Em 2024, exportamos 531 milhões de dólares em hortigranjeiros, o que representou crescimento de 94%.

Também impressionante, mas preocupante por realçar a face mais anacrônica do nosso perfil primário exportador, foi o salto nas exportações de bovinos vivos. Exportamos 850.3 milhões de dólares; um crescimento de 74%.

Gastamos volumes gigantescos de recursos com importações de alimentos que poderíamos produzir no país como no caso do trigo (1.6 bilhão de dólares), com aumento de 27%. E, igualmente, exportamos quantidades exorbitantes de alimentos que não deveríamos, como nos casos do café (12.3 bi de dólares), com crescimento de 53%, enquanto a inflação doméstica do produto disparou, e da carne bovina, também, de 12.3 bi de dólares com alta excepcional dos preços do produto para os brasileiros.

Enfim, temos problemas que o governo Lula atua para saná-los sem comprometer o grande volume exportado pelo setor.

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