O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal do Brasil vai impor novas restrições à publicidade de apostas esportivas durante a Copa do Mundo, conhecidas como bets. “Pode inclusive vir uma Medida Provisória para a segunda fase da Copa do Mundo, já com essas limitações”, disse o ministro em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Pequim nesta sexta-feira (26).
“Eu vou voltar ao Brasil, tratei disso com a equipe essa madrugada, e vou fazer esse anúncio limitando e responsabilizando ainda mais esse tipo de prática”, declarou.
‘Bets fazem mal à saúde’
O ministro comparou as apostas esportivas ao cigarro e disse que o governo incluirá avisos obrigatórios após as propagandas. “O Ministério da Fazenda aqui, no caso das bets, adverte: bets faz mal à saúde e faz você perder dinheiro”, afirmou Durigan.
O governo já notificou a Cazé TV e as empresas de apostas que patrocinam o canal por publicidade excessiva durante os jogos. “Vamos exigir novas obrigações para as bets e para os meios de comunicação, inclusive a Cazé TV, para que não haja abuso de publicidade durante a Copa do Mundo”, declarou.
Responsabilidade dos governos anteriores
Durigan criticou os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que autorizaram o funcionamento desse tipo de aposta esportiva no Brasil sem regulamentação. “Nada fizeram”, afirmou. O governo Lula, segundo o ministro, já bloqueou mais de 50 mil sites ilegais e identificou 37 fintechs envolvidas em operações irregulares.
“Semana passada anunciamos o bloqueio dos recursos nessas instituições financeiras, com o apoio do Ministério da Justiça, da AGU, do Banco Central”, disse.
Proteção de crianças e adolescentes
Durigan afirmou que as novas medidas terão foco na proteção de crianças e adolescentes, expostos à publicidade de apostas durante as transmissões esportivas. “As providências que vão ser tomadas são iluminadas e fundamentadas, em especial, na proteção de criança e adolescente”, declarou.
Perguntado se defendia uma reversão da legislação que legalizou as apostas, o ministro respondeu: “Eu defendo uma regulação muito dura, como a do cigarro”.
*Com informações do Brasil de Fato



