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Eleições 2026: quase 3 milhões de eleitores a mais comparecem às urnas no segundo turno

Urna eletrônica brasileira em destaque, com a palavra “FIM” exibida na tela, indicando o encerramento da votação. O equipamento apresenta teclado numérico e botões coloridos para branco, corrige e confirma. Ao lado, aparece parte do braço de uma pessoa.
Eleitores comparecem às urnas no segundo turno das eleições de 2026, marcado pela menor taxa de abstenção em duas décadas.

Abstenção caiu para 19,22%, o menor índice registrado em um segundo turno presidencial desde 2006; votos brancos e nulos também diminuíram.

Ceilândia em Alerta – O segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo (25), registrou a menor taxa de abstenção dos últimos 20 anos. Segundo dados da Justiça Eleitoral, 19,22% dos eleitores aptos não compareceram às urnas, percentual inferior aos 21,08% registrados no primeiro turno, em 4 de outubro.

Em números absolutos, a quantidade de eleitores ausentes caiu de 33.469.244 para 30.509.005, uma redução de 2.960.239 abstenções entre as duas etapas da votação.

O resultado representa um aumento expressivo no comparecimento eleitoral, especialmente porque o primeiro turno havia registrado uma taxa elevada de ausências.

Dos 158.745.502 brasileiros aptos a votar, aproximadamente 80,78% participaram do segundo turno.

Abstenção atinge menor percentual desde 2006

A redução de 1,86 ponto percentual na taxa de abstenção colocou a eleição de 2026 entre os pleitos com maior participação proporcional das últimas duas décadas.

Em 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva disputou a reeleição contra Geraldo Alckmin, o segundo turno registrou abstenção de 18,99%.

Desde então, os percentuais de ausência nas disputas presidenciais de segundo turno haviam permanecido acima do índice registrado neste domingo.

O levantamento também mostra diferenças importantes entre os estados brasileiros.

O Acre apresentou a maior taxa de abstenção entre as unidades da Federação, com 26,08% dos eleitores aptos ausentes.

Já entre os brasileiros que votam no exterior, o percentual de ausência chegou a 58,37%.

Esses dados demonstram que, embora o comparecimento nacional tenha aumentado, a participação eleitoral continua variando significativamente entre regiões e grupos de eleitores.

Confira os números dos dois turnos

Indicador1º turno2º turno
Abstenção21,08%19,22%
Eleitores ausentes33.469.24430.509.005
Votos brancos2.300.7981.430.496
Votos nulos3.674.2492.723.305

A comparação evidencia que o segundo turno registrou tanto maior presença de eleitores quanto uma diminuição dos votos que não foram atribuídos a nenhum candidato.

Votos brancos e nulos também apresentam queda

Além da redução nas abstenções, a Justiça Eleitoral identificou uma diminuição significativa na quantidade de votos brancos e nulos.

No primeiro turno, 2.300.798 eleitores votaram em branco, o equivalente a 1,84% dos votos registrados.

No segundo turno, esse número caiu para 1.430.496 votos, correspondentes a 1,12%.

Os votos nulos também diminuíram. Foram 3.674.249 no primeiro turno, representando 2,93%, contra 2.723.305 no segundo, ou 2,12%.

Somados, os votos brancos e nulos passaram de aproximadamente 5,97 milhões para 4,15 milhões.

A redução foi de cerca de 1,82 milhão de votos.

É importante lembrar que votos brancos e nulos não são contabilizados como votos válidos e, portanto, não são atribuídos a nenhum dos candidatos.

Maior comparecimento reforça participação eleitoral

O crescimento da presença nas urnas ocorreu em uma eleição presidencial disputada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Durante as semanas que antecederam o segundo turno, campanhas eleitorais e diferentes organizações promoveram ações para incentivar a participação dos eleitores.

Embora essas mobilizações possam ter contribuído para o comparecimento, os números gerais não permitem determinar isoladamente quais fatores motivaram a redução das ausências.

A diminuição simultânea das abstenções e dos votos brancos e nulos resultou em um número maior de votos válidos na etapa decisiva da eleição.

Participação popular e desafios da democracia

O aumento do comparecimento às urnas representa um dado importante para a análise da participação política no Brasil.

O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados.

Apesar da obrigatoriedade para grande parte do eleitorado, fatores como dificuldades de transporte, problemas de saúde, distância dos locais de votação e condições de acessibilidade podem influenciar o comparecimento.

Por isso, os índices de abstenção também precisam ser analisados à luz das condições efetivas de participação dos cidadãos.

Garantir transporte adequado, informação acessível e locais de votação preparados para receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida continua sendo fundamental para assegurar o exercício do direito ao voto.

O resultado de 2026 mostra uma recuperação expressiva do comparecimento entre os dois turnos, ao mesmo tempo em que evidencia a existência de mais de 30 milhões de eleitores que não participaram da votação decisiva.


Fonte: Agência Brasil

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