Deputada segue detida em Roma enquanto Corte avalia pedido de extradição para o Brasil
A deputada federal Carla Zambelli (PL) enfrentou nesta quarta-feira (27) sua terceira audiência perante a Justiça italiana, mas voltou para a prisão sem uma definição sobre seu futuro. Segundo o Metrópoles, a Corte de Apelação de Roma ainda não decidiu se ela permanecerá detida ou poderá responder em liberdade durante a tramitação do processo de extradição solicitado pelo Brasil.
Após ser ouvida, Zambelli foi reconduzida ao Instituto Penitenciário de Rebibbia, onde está desde 29 de julho, quando foi presa na Itália após quase um mês foragida da Justiça brasileira. A decisão do tribunal será tomada de forma reservada e comunicada à defesa, possivelmente ainda nesta quarta-feira.
A parlamentar chegou algemada à 4ª Seção Penal do Tribunal de Apelação, usando jeans e moletom cinza. No local estavam presentes o marido, Aginaldo de Oliveira, o irmão Bruno, além do advogado Fabio Pagnozzi e quatro defensores italianos. Um dos advogados, Angelo Alessandro Sammarco, declarou que a cliente está “abatida, mas combativa”.
Nesta sessão, a Justiça analisou o laudo da perícia médica oficial realizada em 18 de agosto. A defesa também solicitou que Zambelli aguarde em liberdade o andamento do pedido de extradição, apresentando ainda um parecer psiquiátrico paralelo, elaborado por peritos contratados pela própria deputada. O documento, com quase 90 páginas, cita problemas de saúde como fibromialgia, uma condição cardíaca e sintomas graves de depressão.
Em 13 de agosto, na audiência anterior, Zambelli passou mal e precisou de atendimento emergencial dentro do tribunal. A família afirma que a parlamentar sofre de mais de dez doenças, entre elas a síndrome da taquicardia postural ortostática, e que não teria acesso a todas as medicações no presídio italiano.
No dia 22 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a deputada a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto, além da perda do mandato. A decisão, por 9 votos a 2, se deu pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após ela ter perseguido, armada, o jornalista Luan Araújo, apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro de 2022, em São Paulo.
Essa não foi a primeira condenação de Zambelli. Em julgamento anterior, a Primeira Turma do STF determinou pena de 10 anos e oito meses de prisão por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, quando foram inseridos documentos falsos na plataforma.
Com informações do brasil247
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