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Israel realiza eleições parlamentares em disputa acirrada entre Netanyahu e oposição

Foto: Saeed Qaq/Anadolu via Getty Images.

Ceilândia em Alerta — Israel realiza nesta terça-feira (27) eleições parlamentares marcadas pela disputa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a oposição, em um pleito considerado um dos mais importantes da história recente do país. A votação ocorre três anos após o ataque do Hamas que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns. As pesquisas apontam uma disputa acirrada, em meio às consequências da guerra na Faixa de Gaza e ao desgaste político do governo israelense. O cenário eleitoral também se relaciona às discussões internacionais sobre o conflito, abordadas na cobertura sobre o apoio de Donald Trump à reeleição de Netanyahu.

As seções eleitorais abriram às 7h, no horário local, e permanecem em funcionamento até as 22h, o equivalente às 17h no horário de Brasília. Após o encerramento da votação, são esperadas as primeiras projeções, enquanto os resultados oficiais estão previstos para 4 de novembro.

Como funciona a eleição em Israel

Os eleitores escolhem os integrantes do Parlamento israelense, conhecido como Knesset, por meio de listas partidárias. As 120 cadeiras são distribuídas proporcionalmente à votação recebida pelos partidos. Para formar o governo, uma coalizão precisa reunir o apoio de pelo menos 61 parlamentares.

As pesquisas indicam que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição devem conquistar, isoladamente, a maioria necessária para governar. Caso as negociações não resultem em uma coalizão estável, Israel poderá enfrentar um novo período de impasse político, com a possibilidade de convocação de outra eleição.

Netanyahu enfrenta crise de popularidade

Aos 76 anos, Benjamin Netanyahu é o primeiro-ministro que permaneceu por mais tempo no poder em Israel. Ele assumiu o cargo pela primeira vez em 1996 e acumula aproximadamente 19 anos à frente do governo, considerando seus diferentes mandatos.

O líder conservador comandou uma das administrações mais à direita da história do país e enfrenta desgaste político relacionado à segurança nacional e à condução da guerra em Gaza. As ações militares israelenses e suas consequências para a população palestina continuam no centro das discussões internacionais, como mostram as notícias sobre os ataques israelenses na Faixa de Gaza.

Netanyahu também é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionadas ao conflito na Faixa de Gaza. As acusações são contestadas pelo governo israelense.

A guerra e a situação humanitária no território palestino permanecem entre os principais desafios enfrentados pelo governo. Em meio às tentativas de reduzir as hostilidades, Israel e Hamas já negociaram medidas de trégua, incluindo a libertação de reféns e prisioneiros, conforme noticiado na cobertura sobre o acordo de cessar-fogo em Gaza.

O resultado das eleições poderá determinar os rumos da política israelense, incluindo a formação do próximo governo, as relações com os países da região e a condução do conflito com os palestinos. A situação dos reféns e a busca por soluções diplomáticas também permanecem relevantes nas relações entre Israel e outros países, como ocorreu nas discussões sobre a libertação de reféns em reunião entre Lula e o presidente israelense.

Fonte: Metrópoles

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