Pressionado por parlamentares e empresários, governo usa orçamento como trunfo e defende que aumento do IOF é prerrogativa presidencial

Diante da crescente pressão de parlamentares e do setor empresarial contra o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Ministério da Fazenda estuda ampliar o congelamento de emendas parlamentares como estratégia para manter o decreto presidencial em vigor. O tema ganhou destaque nos bastidores de Brasília e foi revelado em reportagem publicada nesta quarta-feira (28) pelo jornal O Globo.
O governo também cogita acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o Congresso Nacional consiga derrubar o decreto que eleva o imposto sobre operações como compra de moeda estrangeira, remessas ao exterior, uso de cartão de crédito internacional e operações de crédito. Segundo o entendimento da equipe econômica, a alteração de alíquotas do IOF é uma competência exclusiva do presidente da República, não podendo ser revogada por meio de decreto legislativo do Congresso.Play Video
Desde a publicação da medida, na semana passada, já foram apresentados 20 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) por deputados e senadores com o objetivo de sustar o ato do presidente Lula. O Congresso tem prerrogativa constitucional para derrubar decretos presidenciais, desde que haja aprovação nas duas Casas, sem necessidade de sanção do Executivo.
Em resposta à ofensiva parlamentar, integrantes da Fazenda têm reforçado os impactos que a derrubada do decreto causaria nas contas públicas. Segundo cálculos da equipe econômica, o atual congelamento de R$ 31,3 bilhões em despesas — que inclui R$ 7,8 bilhões em emendas parlamentares — poderia subir para R$ 51,8 bilhões. Desse total adicional, cerca de R$ 12 bilhões recairiam diretamente sobre emendas, que são recursos orçamentários alocados por deputados e senadores para obras e serviços em suas bases eleitorais.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia recuado parcialmente após críticas ao incluir, inicialmente, a taxação de remessas de fundos de investimento e aplicações diretas no exterior. A retirada desta parte da proposta provocará uma perda estimada de R$ 2 bilhões na previsão inicial de arrecadação extra, que era de aproximadamente R$ 20 bilhões com o novo IOF.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 permite que, em caso de contingenciamento, as emendas sejam represadas na mesma proporção das demais despesas discricionárias, o que legitima a ameaça de bloqueio ampliado. Técnicos da Fazenda vêm apresentando esses números aos parlamentares para tentar conter o movimento de rejeição ao decreto.
Apesar dos esforços do governo, a pressão continua a crescer. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que discutirá o tema com os líderes partidários nesta quinta-feira. Nas redes sociais, Motta criticou a medida afirmando que “o Estado não gera riqueza — consome”, e que o Brasil “não precisa de mais um imposto”, mas sim de “menos desperdício”.
Paralelamente, entidades empresariais divulgaram manifesto nesta segunda-feira pedindo ao Congresso que anule o decreto. Segundo o texto, o setor privado “recebe com preocupação” as medidas que envolvem o aumento do IOF e reforça a insatisfação com a nova carga tributária.
Na tentativa de conter o desgaste político e institucional, o presidente Lula se reuniu no domingo, separadamente, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca de uma solução que evite a judicialização e preserve a arrecadação federal diante das metas fiscais.
Com informações do Brasil 247
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
-
Brasiliense busca apoio para disputar Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu em Roma

Ceilândia em Alerta – O brasiliense Luiz Gustavo Sousa se prepara para disputar o Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu sem kimono (no-gi), que será realizado em Roma, na Itália, entre 28 de outubro e 1º de novembro. Recém-formado em Educação Física pela Universidade de Brasília (UnB), o atleta recorreu a uma vaquinha on-line para conseguir arcar…
-
Aprovação de Donald Trump cai para 32% e atinge menor nível histórico

Ceilândia em Alerta — A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 32%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (21). O levantamento foi realizado a cerca de seis semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que tradicionalmente são acompanhadas como um indicador do ambiente político durante uma administração presidencial. O índice…
-
Papa Leão XIV fará viagem de 12 dias por três países da América do Sul

Ceilândia em Alerta — O papa Leão XIV fará em novembro uma viagem de 12 dias pela América do Sul, com passagens por Uruguai, Argentina e Peru. O roteiro foi divulgado pelo Vaticano e inclui encontros com autoridades, celebrações religiosas, visitas a comunidades e compromissos sociais. Será a viagem internacional mais longa do pontificado de Leão…






