Eleitorado brasileiro fora do país cresceu 31,82% desde 2022 e está distribuído por 134 países; quem tem domicílio eleitoral no exterior vota apenas para presidente e vice-presidente.
Ceilândia em Alerta – As eleições de 2026 terão 918.876 brasileiros com domicílio eleitoral no exterior aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O contingente representa pouco mais de 0,5% dos 158,7 milhões de eleitores habilitados para participar do pleito no Brasil e fora dele.
Quem possui domicílio eleitoral no exterior participa exclusivamente da escolha para presidente e vice-presidente da República. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, se houver necessidade de segundo turno, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro.
O número de brasileiros habilitados a votar fora do país aumentou 31,82% em comparação com 2022, quando eram 697.078 eleitores. Em números absolutos, foram incorporadas quase 222 mil pessoas ao eleitorado no exterior.
O crescimento é ainda mais expressivo quando considerado um período mais longo. Dados divulgados pelo TSE mostram que, em 2010, aproximadamente 200 mil brasileiros estavam registrados para votar fora do país. Em 2014, eram cerca de 354 mil; em 2018, o contingente chegou a aproximadamente 500 mil.
Considerando a evolução desde 2010, o aumento do eleitorado brasileiro no exterior supera 350%.
Estados Unidos concentram maior número de eleitores
Os brasileiros habilitados a votar no exterior estão distribuídos por 134 países e a Justiça Eleitoral organizará seções em 186 cidades.
Os Estados Unidos concentram o maior contingente, com aproximadamente 265 mil eleitores brasileiros. Portugal aparece na sequência, com cerca de 135 mil.
O Japão reúne aproximadamente 88 mil eleitores, enquanto o Canadá possui cerca de 46 mil e a Alemanha, 41 mil.
A votação fora do território brasileiro é organizada pela Justiça Eleitoral com apoio da rede diplomática do país. O cadastro das pessoas residentes no exterior fica sob responsabilidade da Zona Eleitoral do Exterior, situada no Distrito Federal.
Para participar das eleições de 2026 como eleitor residente no exterior, era necessário regularizar a situação eleitoral ou solicitar a transferência do domicílio até 6 de maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado para preparação do pleito.
Eleitor no exterior vota somente para presidente
A legislação eleitoral estabelece uma diferença importante entre quem possui domicílio eleitoral no Brasil e quem transferiu o título para outro país.
O brasileiro cadastrado no exterior vota somente para presidente e vice-presidente. Portanto, não participa da escolha para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual ou distrital.
O TSE também estabeleceu regras para brasileiros com título registrado no exterior que estejam temporariamente no Brasil durante a eleição. Aqueles que solicitaram previamente a transferência temporária dentro do período previsto pela Justiça Eleitoral poderão votar no território nacional, mas também apenas para presidente da República.
Quem estiver fora de seu domicílio eleitoral e não puder votar deverá justificar a ausência. No dia da eleição, a justificativa pode ser realizada pelo aplicativo e-Título, observadas as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Depois da votação, o eleitor terá até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência no primeiro turno. Caso haja segundo turno e também não compareça, o prazo correspondente termina em 8 de janeiro de 2027.
O aumento para 918.876 eleitores mantém a tendência de crescimento da participação eleitoral de brasileiros residentes em outros países. Apesar da expansão, esse grupo ainda representa uma parcela pequena do eleitorado total brasileiro.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Agência Brasil.



