Ceilândia em Alerta — A servidora comissionada Fabiana Ribeiro Guimarães, lotada na Diretoria de Tecnologia e Inovação do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF), provocou repercussão nas redes sociais após publicar mensagens com ataques a apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e a beneficiários do Bolsa Família. Segundo reportagem do Metrópoles publicada nesta quarta-feira (28), a servidora recebe remuneração mensal em torno de R$ 15 mil e utilizou as redes sociais para ironizar pessoas que dependem de programas sociais e criticar quem considera R$ 5 mil uma renda elevada.
Em uma das publicações, Fabiana escreveu: “E você, que depende de Bolsa Família e acha que ganhar R$ 5 mil é muito dinheiro, sofra. Porque é isso que você merece”.
As mensagens provocaram reações de indignação nas redes sociais e repercussão nos bastidores do órgão público. Até a publicação da reportagem original, o SLU-DF e a servidora não haviam se manifestado sobre o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Publicações atacam apoiadores do PT
Em outra mensagem compartilhada nos stories do Instagram, Fabiana afirmou que continuaria se posicionando contra o PT e declarou que desejava sofrimento às pessoas que criticava.
A servidora também publicou uma mensagem direcionada a pessoas com posicionamento político de esquerda, afirmando que excluiria seguidores que apoiassem o partido e que não pretendia manter amizades com eles.
As declarações geraram questionamentos sobre a postura de uma ocupante de cargo público comissionado, especialmente diante da repercussão de manifestações políticas feitas em redes sociais.
Imagem publicada com referência à Bahia
Entre as publicações relatadas pelo Metrópoles, também aparece uma imagem manipulada com recursos de inteligência artificial. Na ilustração, Fabiana surge à beira-mar, na orla baiana, segurando uma placa com a frase “Odeio ser baiana”.
A reportagem informou que procurou a assessoria de comunicação do SLU-DF para saber se a autarquia havia adotado ou pretendia adotar providências em relação às publicações. Também solicitou um posicionamento da servidora, mas não havia recebido respostas até o fechamento do texto original.
O caso ocorre em um contexto de debates sobre manifestações políticas no ambiente profissional. No Distrito Federal, o Ministério Público do Trabalho apura denúncias de demissões motivadas por escolhas políticas, em investigação distinta da situação envolvendo a servidora do SLU.
Fonte: Metrópoles



