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PF avalia pedir bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro após viagem aos Estados Unidos

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil e Valter Campanato/Agência Brasil

Ceilândia em Alerta — A Polícia Federal (PF) avalia solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL) após sua viagem aos Estados Unidos. Segundo reportagem do Brasil 247, a medida é considerada uma possibilidade para restringir a movimentação patrimonial do parlamentar enquanto avançam as investigações e pressionar por seu retorno ao Brasil.

A iniciativa estaria relacionada ao descumprimento de determinações judiciais, entre elas a ordem para entrega dos passaportes. A PF havia alertado o STF sobre o risco de saída do senador do território nacional e, inicialmente, sugerido medidas cautelares para impedir uma possível viagem ao exterior.

Com a confirmação da ida de Flávio aos Estados Unidos, a possibilidade de prisão preventiva também voltou a ser considerada pelos investigadores. Até o momento, porém, não há confirmação de que o STF tenha determinado o bloqueio de bens ou decretado a prisão preventiva do senador.

Bloqueio patrimonial pode atingir valores e bens

A medida em análise seguiria o modelo de providências adotadas em outras investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a reportagem, o advogado Willer Tomaz, que também está nos Estados Unidos, teve sigilos fiscal, bancário e cambial quebrados, além de bens submetidos a bloqueio judicial.

Tomaz é investigado por suspeitas de movimentações financeiras irregulares e possíveis vínculos com Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal examina negócios no setor de apostas esportivas, registros bancários e relações empresariais. O senador e o advogado negam irregularidades.

As apurações incluem possíveis conexões financeiras entre os dois, com análise de documentos e movimentações relacionadas a empresas. A investigação sobre os negócios de Willer Tomaz e as suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro ainda depende da análise das autoridades e não representa uma condenação.

Possível prisão preventiva e cooperação internacional

A Polícia Federal também avalia as consequências jurídicas da viagem de Flávio ao exterior. Caso o ministro Alexandre de Moraes determine a prisão preventiva, as autoridades brasileiras poderão solicitar medidas de cooperação internacional, inclusive a inclusão do nome do senador na difusão vermelha da Interpol, conforme os requisitos aplicáveis.

A eventual localização do parlamentar nos Estados Unidos, entretanto, não significa que uma prisão em território americano ocorreria automaticamente. A execução de medidas no exterior depende dos procedimentos legais e da atuação das autoridades do país onde a pessoa se encontra.

Deputados do PT também acionaram o STF para pedir providências relacionadas à localização do senador e solicitaram manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação sobre a possível saída de Flávio do Brasil começou após a PF consultar autoridades argentinas para verificar se o parlamentar havia passado pelo país vizinho antes de seguir para os Estados Unidos. A corporação busca esclarecer o percurso e identificar eventuais irregularidades migratórias.

Viagem ocorreu após a eleição

Segundo a reportagem do Brasil 247, a viagem ocorreu depois da derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. O senador teria mudado os planos de participar de reuniões políticas com integrantes do PL e informado ao senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador de sua campanha, que precisava “espairecer”.

A reportagem afirma que Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, teria organizado sua recepção nos Estados Unidos. O texto também relata que autoridades americanas concederam vistos a Flávio e a familiares, o que pode dificultar uma eventual tentativa de retorno forçado.

A saída do país está sendo examinada no contexto das determinações judiciais e das investigações financeiras que envolvem o senador e pessoas próximas. A Polícia Federal ainda precisa esclarecer os detalhes do trajeto e apresentar eventuais pedidos de novas medidas cautelares ao Supremo.

Fonte: Brasil 247

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