Ceilândia em Alerta — A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio e também na comparação com o mesmo período de 2025. O cenário faz parte dos indicadores recentes do mercado de trabalho no Brasil.
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 4,6%, ou 281 mil pessoas, em relação ao trimestre encerrado em maio. Na comparação anual, houve queda de 4,9%, com 300 mil pessoas a menos na condição de desocupação.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas atingiu 103,5 milhões, o maior contingente da série histórica do IBGE. O resultado representa crescimento de 0,8% no trimestre, com 774 mil pessoas a mais trabalhando, e alta de 1% na comparação anual, equivalente a 1,1 milhão de trabalhadores.
O emprego no Brasil também registrou avanço no nível de ocupação, que chegou a 58,9% da população em idade de trabalhar, contra 58,6% no trimestre anterior.
Força de trabalho também bate recorde
A força de trabalho, formada pela população ocupada e pelas pessoas que estão procurando emprego, alcançou 109,3 milhões de pessoas, o maior número da série histórica.
O contingente cresceu 0,5% em relação ao trimestre encerrado em maio, com 493 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o avanço foi de 0,7%, correspondente a 760 mil pessoas.
A taxa composta de subutilização ficou em 13,1%, sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve redução de 1 ponto percentual.
A população subutilizada somou 15 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas ficou em 4,3 milhões.
Já a população fora da força de trabalho foi estimada em 66,4 milhões de pessoas.
Número de desalentados recua
O contingente de pessoas desalentadas, aquelas que desistiram de procurar trabalho por diferentes motivos, foi estimado em 2,4 milhões.
O número permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou queda de 11,9% na comparação anual, o equivalente a 317 mil pessoas a menos.
A taxa de desalento ficou em 2,1% da força de trabalho, abaixo dos 2,4% registrados no mesmo período do ano anterior.
Emprego com carteira chega a 39,5 milhões
Entre os trabalhadores do setor privado, o número de empregados com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, alcançou 39,5 milhões, também o maior nível da série histórica.
O contingente permaneceu estatisticamente estável tanto na comparação trimestral quanto na anual.
O número de empregados sem carteira no setor privado foi estimado em 13,7 milhões. Já os trabalhadores por conta própria somaram 26,1 milhões, enquanto os trabalhadores domésticos chegaram a 5,5 milhões.
A informalidade no mercado de trabalho ficou em 37,5%, correspondendo a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.
Indústria e construção registram crescimento
Entre os setores de atividade econômica, a ocupação na Indústria Geral cresceu 2% no trimestre, com 265 mil pessoas a mais.
Na Construção, o avanço foi de 4,1%, representando um aumento de 306 mil trabalhadores.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o destaque ficou com o setor de Transporte, armazenagem e correio, que apresentou crescimento de 6,1%, com 358 mil pessoas a mais ocupadas.
Rendimento médio chega a R$ 3.777
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777, mantendo estabilidade na comparação trimestral e apresentando crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.
A massa de rendimento real habitual também atingiu recorde, chegando a R$ 385,6 bilhões. O valor representa crescimento de 1,4% no trimestre e de 4,8% na comparação anual.
Entre as categorias profissionais, o rendimento médio aumentou no trabalho doméstico em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve crescimento entre empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.
Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), principal levantamento do IBGE sobre mercado de trabalho e condições de ocupação no país.
Fonte: Brasil 247



