A agressão de Jair Bolsonaro à ex-presidenta Dilma Rousseff, ao fazer galhofa sobre as sequelas das torturas que ela sofreu na resistência democrática à ditadura militar, revela a dimensão da bestialidade do presidente da República. Sua descompostura é condizente com as apologias que ele faz sistematicamente àquele regime que tinha as torturas e os assassinatos como métodos de governo, a truculência e a violência no lugar do diálogo e da mediação política….
A agressão de Jair Bolsonaro à ex-presidenta Dilma Rousseff, ao fazer galhofa sobre as sequelas das torturas que ela sofreu na resistência democrática à ditadura militar, revela a dimensão da bestialidade do presidente da República. Sua descompostura é condizente com as apologias que ele faz sistematicamente àquele regime que tinha as torturas e os assassinatos como métodos de governo, a truculência e a violência no lugar do diálogo e da mediação política.
Não foi uma mera manifestação casual, dessas que se enquadram na máxima de que palavras o vento leva. Começa que a zombaria desrespeitosa é uma repetição de outras proclamações sem margem para dúvidas de que Bolsonaro se vê como continuador da obra dos facínoras do regime de 1964. Lembre-se a sua declaração de voto no impeachment golpista de Dilma Rousseff em 2016, ele deputado federal e ela presidenta da República, dedicada a Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Bolsonaro não fez tão somente uma homenagem ao facínora dos porões da ditadura militar. Ele fez questão de dizer que Ustra era o “terror de Dilma Rousseff”. A rigor, o torturador e assassino era o terror de todos os democratas e patriotas que combatiam aquele regime de terrorismo de Estado. Sem moral e sem compromisso com os valores humanos, restava ao regime o recurso da bestialidade, o uso da violência para suprir o vazio de ideias capazes de gerar consensos e progresso social. Num regime democrático, os pressupostos do golpe de 1964 jamais se firmariam.
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