A Receita Federal afirmou que continuará ampliando o uso de inteligência de dados e a cooperação internacional para combater o narcotráfico e o comércio ilegal de madeira nas fronteiras e operações de comércio exterior, segundo informações da Agência Gov. O órgão destacou apreensões realizadas em 2025 e 2026 envolvendo drogas escondidas em diferentes tipos de cargas e ações contra a exploração ilegal de recursos naturais.
Em 2025, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Receita apreendeu 75 toneladas de madeira de ipê extraída ilegalmente no Porto de Pecém, no Ceará. A carga tinha como destino os Estados Unidos e foi identificada após a adoção de controles adicionais relacionados ao acordo internacional Cites, que regulamenta o comércio de espécies silvestres.
No mesmo ano, a Receita localizou 156 quilos de cocaína escondidos em madeira no Porto de Paranaguá, no Paraná, em uma carga destinada à Austrália. Também foram apreendidas 1,5 tonelada de cocaína escondida em papel no Porto de Santos e 300 garrafas de refrigerante contendo cocaína líquida no complexo portuário de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.
Em dezembro de 2025, o órgão registrou a maior apreensão de cocaína já realizada em aeroportos brasileiros. Cerca de 1,2 tonelada da droga foi encontrada escondida em móveis no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.
Já em março de 2026, a Receita apreendeu 226 quilos de cocaína ocultos em um contêiner com madeira de pinus no Porto de Paranaguá. A carga tinha como destino a Itália.
Segundo o órgão, organizações criminosas buscam constantemente novas formas de esconder drogas para dificultar a fiscalização. Entre os métodos identificados estão a chamada cocaína negra, misturada a carvão ativado e outros produtos químicos para dificultar a detecção, e a cocaína líquida, diluída em solventes ou água.
A Receita também destacou a Operação Timber Shield, realizada com apoio de agências internacionais, incluindo Estados Unidos, Bolívia e Chile. A ação envolveu a retenção preventiva de uma carga de madeira suspeita de contaminação por entorpecentes.
Durante a fiscalização, testes preliminares indicaram possível presença de droga, e a Receita acionou a Polícia Federal para acompanhar a investigação. Posteriormente, análises periciais em Cáceres (MT) apontaram resultado negativo para substâncias ilícitas, enquanto a apuração em Corumbá (MS) ainda segue em andamento.
O órgão afirmou que informações de inteligência e indícios preliminares precisam ser investigados pelas autoridades, mesmo quando a suspeita não é confirmada posteriormente. A Receita ressaltou que dados técnicos e procedimentos de gestão de risco não podem ser divulgados para preservar a eficácia das operações.
A instituição reafirmou o compromisso de combater o tráfico de drogas, a extração ilegal de madeira e outras práticas criminosas que utilizam cadeias de comércio internacional para ocultar atividades ilícitas.
*Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



