‘Sem anistia! Prisão para todos os golpistas!’ é o mote dos atos que vão acontecer em várias capitais e cidades do pais para exigir o arquivamento do PL da Anistia e punição severa para todos os que conspiraram contra a democracia
Criação PT redes

“O Brasil unido contra a anistia aos golpistas. É hora de reafirmar o compromisso do nosso povo com a justiça e a preservação das instituições democráticas”, diz nota do PT
Uma grande mobilização acontecerá nesta terça-feira (10) em várias capitais e cidades do país para protestar contra o PL da Anistia e exigir a prisão de Jair Bolsonaro e de todos os outros golpistas que foram indiciados pela Polícia Federal pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Convocadas pelas frentes Povo sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos com o mote ‘Sem anistia! Prisão para todos os golpistas!’, as manifestações incluirão também pautas como o fim da escala 6X1, a taxação dos mais ricos e luta contra a PEC do Estuprador.
Os atos marcam a data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Estarão reunidas entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Central de Movimentos Populares (CMP).
Em apoio aos atos, o PT fez uma convocação a todos os defensores da democracia a irem às ruas exigir a punição para a organização criminosa liderada por Bolsonaro. “Sem anistia para os golpistas! Dia 10 de dezembro todos na rua contra Bolsonaro e sua quadrilha”, diz a postagem do partido nas redes sociais.
Em nota assinada pelas frentes organizadoras e publicada no site do MST, elas expressaram “total solidariedade ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Vice-Presidente Geraldo Alckmin e ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que tiveram suas vidas ameaçadas de assassinato pelos golpistas”. Elas destacaram ainda a importância da mobilização popular nas ruas para “fortalecer as iniciativas das vias institucionais e assegurar medidas concretas que impeçam novos ataques à nossa democracia”.
As redes da CUT publicaram que a classe trabalhadora vai para as ruas exigir rapidez na punição dos golpistas, o enterro do PL da anistia e a defesa da democracia. “Nossa tarefa nesse momento é enfrentar, desmantelar e derrotar a força política e social fascista. Precisamos defender nossa democracia. 10 de dezembro é nas ruas!”, postou a CUT.
PT apoia petição contra PEC da Anistia
O Partido dos Trabalhadores defende o arquivamento do Projeto de Lei 2.858/2022, que propõe anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos, e convoca a população a assinar uma petição nesse sentido.
“O Brasil unido contra a anistia aos golpistas. É hora de reafirmar o compromisso do nosso povo com a justiça e a preservação das instituições democráticas. Não se trata apenas um ato simbólico, mas de uma ação crucial para preservar os alicerces institucionais do nosso país”, disse a nota do partido, que considerou que o país esteve à beira de um abismo democrático.
“Anistiar esses usurpadores da democracia seria não apenas um erro, mas um perigoso precedente que poderia encorajar futuras tentativas de aniquilação das nossas instituições”, alertou a nota.
Assassinos e terroristas
O senador Humberto Costa (PT-PE) também exigiu a prisão de Bolsonaro e de todos os golpistas. “Não anisitiaremos assassinos e terroristas. Todos os criminosos que tentaram matar Lula, Alckmin e Moraes e dar um golpe de Estado no Brasil sentirão o peso da espada da Justiça sobre suas cabeças. Não haverá anistia para esses bandidos”, enfatizou o parlamentar, em discurso na tribuna do Senado, em 26 de novembro.
“Os erros que nós cometemos ao longo da nossa história ao tentar contemporizar com golpistas mostraram que eles continuaram vivos, conspirando e inspirando novos aventureiros a seguirem seus passos. Não podemos repetir esse equívoco ameaçador, chegou a hora de punir com o rigor da lei, com o direito de defesa respeitado”, acrescentou.
Tentativa de apunhalar a democracia
A trama sórdida foi revelada pela PF dia 21 de novembro, denominada “Punhal Verde Amarelo”, foi urdida dentro do Palácio do Planalto para eliminar um governo democraticamente eleito, pois previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A PF concluiu o inquérito e indiciou o ex-presidente Bolsonaro e 36 comparsas, a maioria militares, entre eles o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice em 2022 na chapa derrotada.
“O caso seguiu para análise do ministro Alexandre de Moraes do STF que deverá encaminhá-lo à PGR”, informou o jornal Folha de São Paulo
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