CA – Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247, o programa Desenrola Adimplentes começa a funcionar nesta segunda-feira (10), após o governo federal promover ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras privadas. A iniciativa é voltada principalmente a trabalhadores informais que mantêm seus pagamentos em dia, mas enfrentam juros elevados em operações de crédito.
O programa foi criado pelo governo federal para permitir que trabalhadores sem vínculo formal de emprego possam substituir determinadas operações de crédito por novas condições consideradas mais favoráveis.
A medida contempla trabalhadores informais e autônomos que possuem empréstimos pessoais não consignados. Entre as condições previstas estão operações com saldo de até R$ 15 mil, pelo menos quatro parcelas já pagas e contratos que estejam em dia ou tenham atraso de até 90 dias.
A proposta é reduzir o peso das parcelas no orçamento dos beneficiários por meio de uma nova operação de crédito, com juros mais baixos que os praticados originalmente.
Governo ajustou regras
A implementação do programa enfrentou resistência inicial de parte dos bancos privados, que demonstraram pouco interesse em aderir às condições estabelecidas pelo governo.
Para ampliar a participação das instituições financeiras, o governo promoveu alterações no desenho da iniciativa e criou mecanismos para tornar as operações mais atrativas aos bancos.
A Medida Provisória nº 1.373, de 29 de junho de 2026, autorizou a União a destinar até R$ 3 bilhões para a linha de crédito do Desenrola Adimplentes. A gestão dos recursos ficou sob responsabilidade do Ministério da Fazenda, tendo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como agentes financeiros.
Posteriormente, novas medidas foram adotadas para ampliar as fontes de financiamento e incentivar a entrada de instituições privadas no programa.
Quem pode participar
O Desenrola Adimplentes não é destinado a todos os trabalhadores. A iniciativa tem como público principal pessoas que trabalham de maneira informal e não possuem vínculo empregatício formal.
Também não estão incluídos, pelas regras anunciadas inicialmente, trabalhadores com carteira assinada, aposentados, pensionistas e servidores públicos.
As operações precisam ser de crédito pessoal não consignado e atender aos critérios estabelecidos pelo programa.
O objetivo é permitir que pessoas que continuam pagando suas parcelas, mas enfrentam juros elevados, possam trocar o contrato atual por uma nova operação em condições mais favoráveis.
Mudança busca ampliar adesão
A baixa adesão de bancos privados foi um dos principais obstáculos enfrentados pelo programa desde seu lançamento. Inicialmente, Caixa e Banco do Brasil sinalizaram participação, enquanto instituições privadas avaliavam se as condições seriam economicamente viáveis.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) havia indicado que a participação das instituições dependeria das políticas de crédito, das estratégias comerciais e da avaliação de risco de cada banco.
Com os ajustes realizados pelo governo, a expectativa é aumentar o número de instituições participantes e, consequentemente, ampliar o acesso dos trabalhadores às condições oferecidas pelo programa.
A iniciativa faz parte de uma série de medidas do governo federal voltadas à redução do custo do crédito e à melhoria da situação financeira de trabalhadores e famílias.
Programa começa nesta segunda
Com a entrada em operação nesta segunda-feira (10), os trabalhadores que atendem aos critérios poderão procurar as instituições participantes para verificar a possibilidade de realizar uma nova operação de crédito.
A disponibilidade e as condições efetivas podem variar conforme a instituição financeira, a análise de crédito e os requisitos previstos no programa.
O governo espera que a medida contribua para reduzir o peso dos juros sobre trabalhadores informais e evite que pessoas que atualmente conseguem manter seus pagamentos em dia acabem entrando em situação de inadimplência.
O Desenrola Adimplentes, portanto, busca atuar de forma preventiva, oferecendo alternativas de crédito antes que o consumidor deixe de conseguir cumprir suas obrigações financeiras.
Nota de transparência: Esta matéria foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, a partir das informações divulgadas pelas fontes mencionadas, e passou por revisão editorial.



