O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a vetar o Projeto de Lei da dosimetria caso a proposta avance no Congresso Nacional. A avaliação foi feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, após participar de um ato político na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (14). As declarações foram dadas ao Valor, que acompanhou o evento.
Segundo Lindbergh, a articulação política em torno do tema ganhou força após a mudança no cenário institucional e a prisão de Jair Bolsonaro. Para ele, o projeto não deve avançar sem resistência e enfrentará forte reação no Senado Federal.
“Eu acho que a gente virou o jogo, [Jair] Bolsonaro foi preso e nós passamos a fazer mais disputa política”, afirmou o parlamentar.
Na avaliação do líder petista, o PL da dosimetria representa uma tentativa de esvaziar punições e criar mecanismos de proteção para envolvidos em atos golpistas, o que justificaria uma reação firme do governo.
“Essa dosimetria não vai ser votada assim. Vai ter reação no Senado Federal. O presidente Lula veta também. Porque isso é uma espécie de anistia. É uma blindagem para os golpes”, completou.
Mobilização política e críticas ao Congresso
O ato em Copacabana reuniu parlamentares, artistas e manifestantes críticos à atual dinâmica do Congresso Nacional. Durante a mobilização, o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) também discursou e agradeceu o apoio recebido após ter sido suspenso por seis meses pela Câmara dos Deputados.
Na última terça-feira (9), Braga foi retirado à força da cadeira da presidência da Câmara ao protestar contra o processo que pede a cassação de seu mandato. Posteriormente, na mesma sessão que livrou a deputada Carla Zambelli da cassação — decisão depois revertida pelo Supremo Tribunal Federal —, o plenário aprovou sua suspensão.
“Pensaram que com métodos tradicionais de coação ficaríamos calados”, disse Glauber Braga durante o ato.
O parlamentar também reforçou críticas ao chamado orçamento secreto, tema recorrente nas manifestações contra o Congresso.
“Queremos que acabem com o orçamento secreto”, afirmou.
Ato político termina com manifestações culturais
Após os discursos da classe política, o evento seguiu com apresentações culturais. O compositor e cantor Caetano Veloso abriu a parte artística cantando “Alegria, Alegria”. Em seguida, o ator Paulo Vieira assumiu a apresentação e chamou outros artistas ao palco, como Duda Beat, Sophie Charlotte e Fernanda Abreu.
Também estavam previstas participações de nomes históricos da música popular brasileira, como Gilberto Gil, Chico Buarque e Paulinho da Viola, reforçando o caráter político e simbólico da manifestação realizada em Copacabana.
Originalmente publicado em Brasil 247
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