Ceilândia em Alerta — O consumo regular de grãos integrais pode contribuir para a melhora de diversos fatores associados à saúde cardiovascular. Uma nova meta-análise, publicada nesta terça-feira (15) no European Heart Journal, reuniu dados de 87 ensaios clínicos e avaliou os efeitos desses alimentos sobre diferentes indicadores de saúde.
O estudo foi liderado por Helda Tutunchi, da Universidade de Ciências Médicas de Tabriz, no Irã, e analisou dados de mais de 6.500 pessoas que participaram de pesquisas realizadas na Ásia, Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Brasil.
Os resultados indicaram que uma maior ingestão de grãos integrais esteve associada à redução do peso corporal, da circunferência da cintura e da pressão arterial. Também foram observadas quedas nos níveis de colesterol total e LDL, conhecido como colesterol “ruim”, além de triglicerídeos, glicose e interleucina-6, marcador relacionado a processos inflamatórios.
Quantidade pode fazer diferença
Segundo a análise, alguns benefícios já foram identificados entre pessoas que consumiam aproximadamente 30 a 40 gramas de grãos integrais por dia. Os efeitos mais expressivos, porém, apareceram entre aqueles que ingeriam de 60 a 100 gramas diariamente.
Essa quantidade pode equivaler a aproximadamente quatro a seis porções de alimentos integrais ao longo do dia. Entre os exemplos estão aveia, pão integral e arroz integral.
A pesquisadora responsável pelo trabalho destacou que a análise buscou justamente identificar a quantidade de grãos integrais relacionada aos maiores benefícios cardiovasculares. Segundo os autores, os resultados apresentaram evidências consideradas de alta certeza para melhorias em indicadores como peso corporal, circunferência da cintura e colesterol total.
Benefícios em diferentes fatores
Os pesquisadores ressaltam que os efeitos dos grãos integrais não parecem estar concentrados em apenas um fator de risco. A melhora simultânea de indicadores relacionados aos níveis de gordura no sangue, pressão arterial, controle da glicose, composição corporal e inflamação pode contribuir para a saúde cardiovascular no longo prazo.
Embora as alterações observadas individualmente tenham sido, em geral, moderadas, os autores avaliam que a combinação desses efeitos pode ser relevante para a redução dos fatores associados às doenças cardiovasculares.



