Chanceler iraniano acusa EUA de romper memorando firmado em junho

Crédito: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Crédito: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Abbas Araghchi afirma que ataques norte-americanos inviabilizaram a extensão do entendimento entre Washington e Teerã

Ceilândia em Alerta — Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou os Estados Unidos de violarem o memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho. Segundo o chanceler, a continuidade dos ataques norte-americanos impediu a possibilidade de prorrogação do entendimento, cujo prazo termina nesta segunda-feira (17).

De acordo com Araghchi, o período de 60 dias previsto no documento não representava um cessar-fogo com duração determinada. A janela teria sido estabelecida para permitir que as partes avançassem nas negociações em busca de um acordo definitivo.

Irã afirma que Washington descumpriu compromissos

Conforme informações apresentadas na reportagem, o governo iraniano considera que os ataques realizados pelos Estados Unidos contrariaram os compromissos assumidos durante as negociações.

Araghchi afirmou que, diante da continuidade das ações militares, não haveria condições para simplesmente estender o entendimento por mais tempo. Para Teerã, a manutenção dos ataques alterou as bases sobre as quais o memorando havia sido construído.

A posição iraniana aumenta a incerteza sobre o futuro das negociações entre os dois países, que já enfrentam dificuldades para estabelecer um acordo permanente.

Prazo termina nesta segunda-feira

O memorando firmado em junho estabelece um período de 60 dias para as tratativas. O prazo chega ao fim nesta segunda-feira (17), mas o governo iraniano sustenta que não há uma trégua formal a ser prorrogada.

A declaração de Araghchi ocorre em um momento de forte tensão militar e diplomática entre Washington e Teerã, com os dois governos apresentando versões diferentes sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.

Estreito de Ormuz também está no centro das negociações

O impasse em torno do memorando ocorre paralelamente às discussões sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás.

Nos últimos dias, Irã e Omã avançaram em conversas sobre a navegação na região. Os dois países chegaram a um entendimento sobre um mapa de navegação, embora alguns pontos ainda estejam em discussão.

O governo iraniano considera o controle e a segurança da passagem marítima um elemento estratégico nas negociações com os Estados Unidos.

Negociações permanecem sob pressão

As declarações do chanceler iraniano indicam que Teerã pretende cobrar o cumprimento dos compromissos antes de avançar para um novo entendimento com Washington.

O cenário também envolve outros pontos de tensão no Oriente Médio, incluindo a situação no Líbano e as sanções econômicas impostas ao Irã. Em junho, o próprio Araghchi havia afirmado que o memorando em discussão abrangia questões relacionadas ao Estreito de Ormuz, às sanções e ao conflito no Líbano.

Enquanto o prazo do documento se aproxima do fim, a possibilidade de uma nova rodada de negociações dependerá da capacidade de Irã e Estados Unidos de superar as acusações mútuas e estabelecer condições para a retomada do diálogo.

Nota de transparência: Esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial e passou por revisão editorial antes da publicação.

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