Banner na cor vermelha com a logo do Ceilândia em Alerta centralizada na cor branca.

Missão da ONU aponta indícios de crimes de guerra dos EUA em ataques contra civis no Irã

Pessoas diante de um prédio parcialmente destruído, com escombros espalhados e fumaça saindo da estrutura.
Escola primária feminina em Minab, no sul do Irã, atingida por míssil em ataque conjunto de EUA e Israel, que deixou 155 pessoas mortas, sendo 120 crianças | Crédito: IRNA

Investigadores afirmam haver motivos razoáveis para considerar indiscriminados bombardeios contra uma escola em Minab e uma área residencial em Lamerd; ofensivas deixaram 178 mortos, a maioria crianças.

Ceilândia em Alerta – Uma missão de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ter encontrado motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra durante ataques realizados no Irã em 28 de fevereiro. Os investigadores analisaram bombardeios contra uma escola em Minab e um complexo esportivo com área residencial em Lamerd, no sul do país.

As duas ofensivas deixaram 178 pessoas mortas, a maioria crianças. As conclusões da missão foram anunciadas nesta quinta-feira (17) e serão encaminhadas ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Segundo os investigadores, os ataques atingiram instalações civis claramente identificáveis. A missão avaliou que as forças norte-americanas não adotaram as precauções necessárias para confirmar adequadamente os alvos antes dos bombardeios.

A conclusão apresentada pela equipe da ONU é de que existem elementos para considerar que os ataques violaram normas do Direito Internacional Humanitário. A responsabilização criminal individual, entretanto, depende dos mecanismos jurídicos internacionais competentes e da análise das circunstâncias de cada operação.

Ataque contra escola matou 155 pessoas

Um dos episódios investigados ocorreu na escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, na província de Hormozgan.

Segundo a investigação, um míssil de cruzeiro Tomahawk norte-americano atingiu diretamente a instituição. O ataque matou 155 pessoas, entre elas 120 crianças.

A missão da ONU afirmou não ter encontrado evidências de que a escola estivesse sendo utilizada para fins militares no momento do bombardeio.

De acordo com os investigadores, informações de inteligência indicavam que um alto comandante militar iraniano poderia estar no local. A equipe concluiu, porém, que esses dados não foram suficientemente verificados antes do ataque.

A missão avaliou que as forças norte-americanas estavam cientes do risco significativo de atingir uma instalação civil e, mesmo assim, prosseguiram com a operação.

A administração do presidente Donald Trump não assumiu diretamente a responsabilidade pelo ataque à escola. O Pentágono realizou sua própria investigação sobre o episódio, mas suas conclusões não haviam sido divulgadas publicamente até a apresentação do relatório da ONU.

Trump declarou anteriormente que ninguém havia atacado deliberadamente uma escola no Irã.

Missão também investigou ataque em Lamerd

O segundo episódio analisado ocorreu na cidade de Lamerd, onde um complexo esportivo e uma área residencial foram atingidos.

Segundo a missão, as instalações também eram civis e claramente identificáveis. Mísseis de precisão espalharam projéteis de tungstênio sobre a região, provocando danos em residências e em uma escola próxima.

O ataque deixou 22 pessoas mortas. A equipe de investigação considerou que a ofensiva também apresentou características de ataque indiscriminado.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), entretanto, negou anteriormente que forças norte-americanas tenham realizado ataques contra Lamerd naquele dia.

Além da atuação dos Estados Unidos, a missão investigou violações atribuídas ao próprio governo iraniano.

Os investigadores concluíram que autoridades do Irã cometeram crimes contra a humanidade durante a repressão aos protestos iniciados no final de 2025.

Segundo a missão, foram identificados assassinatos ilegais, tortura, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, perseguições e graves restrições à liberdade de expressão.

O relatório, portanto, apresenta conclusões sobre condutas atribuídas a diferentes atores envolvidos no conflito e na repressão interna iraniana. As conclusões deverão agora ser formalmente apresentadas e discutidas no Conselho de Direitos Humanos da ONU.


🔍 Fontes: Brasil de Fato; Organização das Nações Unidas (ONU).

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar:

Deixe um comentário

Mais Notícias