Defesa Civil registrou 122 ocorrências relacionadas às chuvas e aos fortes ventos; mais de 485 mil pessoas foram afetadas e centenas precisaram deixar suas casas.
Ceilândia em Alerta – Um forte temporal deixou duas pessoas mortas e quatro desaparecidas e provocou danos em 119 municípios do Rio Grande do Sul. Até o fim da tarde de segunda-feira (21), a Defesa Civil estadual contabilizava 122 ocorrências relacionadas às chuvas e aos vendavais registrados desde a última sexta-feira.
Mais de 485 mil pessoas foram afetadas pelos eventos meteorológicos. O balanço indicava ainda 101 pessoas desabrigadas, que precisaram recorrer a abrigos públicos ou outros locais, e 701 desalojadas, acolhidas temporariamente em casas de familiares ou amigos.
Uma das mortes ocorreu em Pelotas, onde um motociclista foi atingido pela queda de fios de alta tensão durante o temporal. A segunda vítima foi uma mulher de 43 anos, em Flores da Cunha, depois que o veículo em que estava foi arrastado pela correnteza.
Uma adolescente de 13 anos e um menino de quatro anos que estavam no mesmo automóvel permaneciam desaparecidos, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
Em Caxias do Sul, um homem também desapareceu após ser arrastado pela água enquanto realizava a limpeza de uma galeria no bairro De Lazzer.
Ventos e chuvas provocam danos em várias regiões
As tempestades provocaram destelhamentos, quedas de árvores e postes, interrupções no fornecimento de energia elétrica e problemas em serviços públicos de diferentes cidades gaúchas.
Em Pelotas, os ventos chegaram a 89 km/h, provocando danos em imóveis e na rede elétrica. As aulas da rede municipal foram suspensas em razão das consequências do temporal.
Os eventos climáticos também causaram danos em pelo menos 27 escolas e sete estabelecimentos de saúde, de acordo com o balanço divulgado.
Horas antes, a Defesa Civil havia registrado volumes elevados de precipitação em municípios da Serra. Caxias do Sul chegou a acumular aproximadamente 159 milímetros de chuva em um dia, enquanto Santa Tereza registrou 154 milímetros e Flores da Cunha, 144 milímetros.
As rajadas de vento também foram intensas em diferentes regiões. Durante a passagem do sistema, algumas estações meteorológicas chegaram a registrar velocidades superiores a 100 km/h.
A Defesa Civil havia alertado antecipadamente para a possibilidade de tempestades severas, granizo, chuva volumosa e rajadas que poderiam superar os 100 km/h em diferentes áreas do estado.
Rios permanecem sob monitoramento
A quantidade de chuva também elevou o nível de rios e cursos d’água. A Defesa Civil manteve o monitoramento de bacias hidrográficas diante do risco de novas inundações.
O rio Caí entrou em faixa de inundação em pontos da região de Caxias do Sul, enquanto áreas próximas ao rio Taquari também ficaram sob alerta. O rio das Antas permaneceu sendo acompanhado pelas equipes estaduais.
A previsão divulgada pela Defesa Civil antes do temporal indicava que os acumulados poderiam ultrapassar 200 milímetros durante o evento em áreas da metade norte do Rio Grande do Sul.
Além das residências atingidas, as chuvas e os ventos afetaram estradas, redes de energia e outros serviços essenciais. Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, prefeituras e concessionárias trabalhavam no atendimento às ocorrências e na recuperação das estruturas danificadas.
As autoridades orientam moradores de regiões sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos a acompanhar os alertas oficiais e evitar áreas inundadas. A situação pode mudar à medida que os municípios atualizem os levantamentos de danos e as equipes avancem nas buscas pelos desaparecidos.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; Defesa Civil do Rio Grande do Sul.



